Rio registra alta de 13% na taxa de condomínio em um anoDivulgação

A cidade do Rio de Janeiro registrou uma alta de 13% na taxa média de condomínio entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, segundo levantamento da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias. Com isso, o valor médio mensal do condomínio na capital fluminense chegou a R$ 948, o mais alto entre as grandes cidades analisadas.

O estudo foi realizado com base em 34 mil anúncios residenciais residenciais publicados nas principais plataformas digitais na cidade. Os dados consideram o valor médio do condomínio em janeiro de 2026 e sua variação em relação a janeiro do ano anterior.

“O condomínio é um custo fixo relevante e tende a subir em momentos de pressão sobre despesas de manutenção, segurança e serviços. No Rio, esse efeito aparece com força especialmente em bairros com imóveis maiores e prédios mais estruturados”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Zona Sul lidera entre os bairros com maiores condomínios

Além do avanço do preço médio da taxa na cidade, o levantamento mostra que os maiores valores de condomínio do Rio se concentram na Zona Sul, com destaque para bairros tradicionais e de alto padrão.

O ranking é liderado por Ipanema, onde a taxa média de condomínio atingiu R$ 2.200 em janeiro de 2026, após alta de 26% em um ano. Na sequência aparecem Lagoa (R$ 2.100) e Barra da Tijuca (R$ 2.030). Leblon, Jardim Oceânico, São Conrado e Gávea também figuram entre os maiores valores da cidade.

Em geral, esses bairros combinam tíquetes médios elevados, imóveis de maior metragem e condomínios com infraestrutura mais completa, fatores que pressionam o custo mensal de manutenção.
“Em bairros como Ipanema e Leblon, o condomínio elevado acompanha imóveis bem localizados, com serviços e áreas comuns mais robustas. Isso ajuda a explicar por que os valores são sistematicamente mais altos”, explica Takahashi.

Maiores altas aparecem fora dos bairros mais caros

Quando o recorte é feito pelos maiores crescimentos percentuais, o padrão muda. As altas mais intensas do condomínio aparecem em bairros com valores mais baixos na largada, muitos deles fora do eixo tradicional da Zona Sul.

Bairros como Tanque (alta de 60%), Riachuelo (51%), Vila da Penha e Olaria (50% cada) lideram o ranking de crescimento. Também aparecem entre os destaques Cascadura, Vila Valqueire, Engenho de Dentro, Catete e Brás de Pina.

Mesmo assim, bairros valorizados como Leme, Ipanema, Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo e Gávea também figuram entre as maiores altas, indicando que o aumento do condomínio no Rio foi relativamente disseminado, atingindo diferentes perfis de mercado.

“Quando olhamos para variações percentuais, é comum que bairros com valores absolutos menores apresentem altas mais fortes. Mudanças na composição dos anúncios, como a entrada de prédios novos ou condomínios com mais serviços, podem elevar rapidamente a média”, afirma Takahashi.

O levantamento considera anúncios residenciais publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais, tratados pela Loft para remoção de duplicidades e inconsistências. Foram analisados 34 mil anúncios, com recorte do valor médio de condomínio em janeiro de 2026 e comparação com janeiro de 2025.

Foram considerados apenas bairros com ao menos 100 anúncios ativos em 2026.

Bairros com as maiores taxas de condomínio (Preço médio em Jan/26), segundo a Loft:

Ipanema - R$ 2.200
Lagoa - R$ 2.100
Barra da Tijuca - R$ 2.030
Leblon - R$ 1.978
Barra da Tijuca: Jardim Oceânico - R$ 1.845
São Conrado - R$ 1.800
Gávea - R$ 1.700
Cosme Velho - R$ 1.500
Leme - R$ 1.470
Copacabana - R$ 1.470
Jardim Botânico - R$ 1.450
Flamengo - R$ 1.400
Laranjeiras - R$ 1.280
Humaitá - R$ 1.210
Botafogo - R$ 1.200


Bairros com os maiores crescimentos na taxa de condomínio (Variação Jan/25 vs. Jan/26), segundo a Loft:

Tanque - 60%
Riachuelo - 51%
Vila da Penha - 50%
Olaria - 50%
Cascadura - 40%
Leme - 31%
Vila Valqueire - 27%
Ipanema - 26%
Laranjeiras - 25%
Cosme Velho - 25%
Brás de Pina - 25%
Flamengo - 24%
Engenho de Dentro - 24%
Catete - 23%
Gávea - 21%


Os 10 bairros com as maiores taxas de condomínio do país, segundo a Loft:

Jardim Europa (São Paulo) - R$ 3.500
Higienópolis (São Paulo) - R$ 2.663
Jardim América (São Paulo) - R$ 2.512
Morumbi (São Paulo) - R$ 2.495
Belvedere (Belo Horizonte) - R$ 2.300
Riviera de São Lourenço (Bertioga) - R$ 2.278
Vila Nova Conceição (São Paulo) - R$ 2.219
Itaim Bibi (São Paulo) - R$ 2.205
Ipanema (Rio de Janeiro) - R$ 2.200
Lagoa (Rio de Janeiro) - R$ 2.100


Cidades com as maiores taxas de condomínio (Preço médio em Jan/26), segundo a Loft:

Rio de Janeiro - R$ 948
São Paulo - R$ 928
Florianópolis - R$ 754
Belo Horizonte - R$ 752
Goiânia - R$ 617
Curitiba - R$ 587
Porto Alegre - R$ 509
Brasília - R$ 466


Cidades com os maiores crescimentos no preço do condomínio (Variação Jan/25 vs. Jan/26), segundo a Loft:

Curitiba - 25%
São Paulo - 22%
Belo Horizonte - 17%
Brasília - 16%
Porto Alegre - 16%
Rio de Janeiro - 13%
Goiânia - 10%
Florianópolis - 8%