O preço do petróleo deu um salto de quase 6%, fazendo o barril passar dos US$ 108Reprodução / Internet

O mercado financeiro registrou um dia de instabilidade nesta quinta-feira (26). O motivo foi a dúvida sobre um possível acordo de paz no Oriente Médio. As declarações contrárias entre os governos dos Estados Unidos e do Irã fizeram com que os investidores buscassem investimentos mais seguros, o que causou mudanças nos preços.
O sobe e desce do dólar
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,256, uma alta de 0,69%. O valor mudou bastante durante o dia: começou em R$ 5,26, caiu para R$ 5,21 no fim da manhã e voltou a subir à tarde. No mês de março, o dólar já subiu 2,38%, mas no acumulado de 2026 a moeda ainda registra queda de 4,24%.

O Banco Central tentou ajudar
Para tentar controlar essa subida, o Banco Central colocou US$ 1 bilhão no mercado através de um leilão. Nessa operação, o banco vende dólares das reservas do país com o compromisso de comprá-los de volta daqui a alguns meses. Na última terça-feira (24), o órgão já tinha feito uma operação igual de mais US$ 1 bilhão.

Bolsa de Valores no vermelho
A Bolsa de Valores (B3) fechou em queda de 1,45%, aos 182.732 pontos, parando uma sequência de três dias de alta. O resultado acompanhou o movimento das bolsas de Nova York, onde os investidores também evitaram riscos por causa da falta de avanços entre EUA e Irã.

No Brasil, os dados da inflação também chamaram a atenção. O IPCA-15, que é uma prévia da inflação oficial, subiu 0,44% em março. O número é menor do que o de março do ano passado, mas ficou acima do que o mercado esperava, o que gera preocupação com o aumento de preços no país.

Prepare o bolso no posto
O preço do petróleo teve uma forte devido ao medo de que o conflito atrapalhe a entrega de energia no mundo. O barril do tipo Brent, usado como referência internacional, subiu 5,7% e chegou a ser vendido por 108,01 dólares. A alta acumulada no mês e no ano reflete a falta de um acordo imediato na região do Golfo Pérsico.