Rogério Ceron ainda acredita ser possível fechar um acordo com os estadosAntônio Cruz/Agência Brasil
Estados não deram posição taxativa de rejeitar subvenção ao diesel, diz secretário-executivo da Fazenda
Rogério Ceron participou da reunião do Confaz, em Braília
Brasília - O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse que os Estados que resistem à subvenção compartilhada às importações de diesel não deram uma "posição taxativa" de negar a proposta. "Ao final da reunião, não houve posicionamento de não topar. Havia alguns estados que estavam sinalizando uma negativa, mas a partir do momento em que nós explicamos a importância de agir rápido, não houve uma posição taxativa de não topar. Isso, não", disse Ceron em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 27, após reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão colegiado que reúne representantes dos estados e do governo federal.
Segundo o secretário, alguns estados manifestaram dúvidas sobre, por exemplo, se é viável compensar diretamente a subvenção nas transferências da União ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), e questionaram se era possível fazer de outra forma. Ceron respondeu que será possível fazer a compensação de outra forma se necessário.
A medida provisória da subvenção, conforme o secretário, vai definir o limite de valor, entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões para cada parte, assim como o prazo de duração, de dois meses. "Isso ficou pactuado", disse Ceron, ao falar sobre o que foi acertado com os secretários estaduais da Fazenda.
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