Mediana do relatório para o IPCA de 2026 aumentou pela nona semana consecutiva, de 4,89% para 4,91%Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Considerando apenas as 58 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana subiu de 4,91% para 4,95%.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 seguiu em 4,00% pela segunda semana consecutiva. Há um mês, era de 3,91%. Considerando apenas as 57 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, caiu de 4,00% para 3,90%.
A mediana para o IPCA de 2028 seguiu em 3,64%. Um mês antes, era de 3,60%. A estimativa intermediária para a inflação de 2029 permaneceu em 3,50% pela 36ª semana consecutiva.
A trajetória prevista pelo mercado segue acima da esperada pelo Banco Central, mesmo depois da revisão das estimativas do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de abril.
Na ocasião, o colegiado subiu a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 3,9% para 4,6%, e para o IPCA de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, de 3,3% para 3,5%.
"As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes. Desde a reunião anterior ficou evidente uma desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028", avaliou o Comitê, em sua última ata.
Desde 2025 a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. O Ministério da Fazenda espera alta de 2,33% para o PIB.
A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 oscilou de 1,75% para 1,76%. Levando em conta apenas as 42 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária subiu de 1,70% para 1,73%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 113ª e 60ª semana seguida, respectivamente.
A mediana para o dólar no fim de 2027 continuou em R$ 5,30. Um mês antes, era de R$ 5,40. A estimativa intermediária para o fim de 2028 caiu de R$ 5,39 para R$ 5,35. Há quatro semanas, era de R$ 5,46.
Para 2029, a projeção permaneceu em R$ 5,40. Há um mês, era de R$ 5,50.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
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