Apesar da queda no lucro, a Caixa manteve crescimento da carteira de créditoMarcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo o banco, as provisões passaram a considerar perdas esperadas nas operações de crédito, e não apenas perdas efetivamente registradas. A mudança elevou as reservas financeiras da instituição para possíveis calotes e pressionou o resultado trimestral.
Apesar da queda no lucro, a Caixa manteve crescimento da carteira de crédito, puxado principalmente pelo financiamento imobiliário, segmento no qual o banco segue líder no país.
Principais números
- Lucro líquido recorrente: R$ 3,5 bilhões (-34,4% em 12 meses e +25,4% em relação a dezembro);
- Provisão para perdas: R$ 6,5 bilhões (+225% em 12 meses);
- Índice de inadimplência: 3,71% (+1,22 ponto percentual em 12 meses);
- Crédito imobiliário: R$ 966,2 bilhões (+13,9% em 12 meses);
- Participação da Caixa no setor imobiliário: 68%.
- Carteira PF: R$ 154,9 bilhões (+10,4% em 12 meses);
- Consignado: R$ 114,2 bilhões;
- Peso do consignado na carteira PF: 73,7%.
- Saldo da carteira: R$ 64,9 bilhões (+2,2% em 12 meses).
- Receita com serviços: R$ 7,4 bilhões (+12,5% em 12 meses);
- Despesas operacionais: R$ 11,5 bilhões (+6% em 12 meses).
- Patrimônio líquido: R$ 153,2 bilhões (+8,5% em 12 meses)
- Ativos totais: R$ 2,4 trilhões (+12,9% em 12 meses).
O banco destacou ainda que segue ampliando as operações de crédito, especialmente no financiamento habitacional, que respondeu por R$ 64,2 bilhões em contratações no primeiro trimestre.
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