Senadora Leila Barros questionou Galípolo sobre a situação do BRBJoédson Alves/Agência Brasil
Galípolo, porém, disse que comentaria em abstrato algumas situações que estavam presentes no questionamento.
Na sequência, disse que há dois tipos de circunstâncias que demandam algum tipo de ajustamento para um banco, de patrimônio ou de liquidez. No caso de problema de liquidez, disse, o banco pode vender algum ativo que ele tem — o que piora o patrimônio. Já para equacionar o patrimônio, a solução é ocorrer um aporte de capital do acionista atual ou de um novo acionista, afirmou.
No caso do BRB, o governo do Distrito Federal é o acionista majoritário do banco.
Gabriel repetiu que foi chamado pelo chefe do gabinete da Presidência para a reunião com Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, e que quando chegou à reunião ela já havia começado.
Disse que era o único representante do Banco Central (BC) no encontro e afirmou que Vorcaro levou uma narrativa de que estava sendo perseguido pelos grandes bancos.
"Algo que não tem muita aderência ao que a gente vê o tamanho do Master em relação ao mercado como um todo", ponderou Galípolo.
Segundo Galípolo, Lula foi objetivo ao dizer a Vorcaro que ele seria tratado pelo BC de forma técnica.
Em fevereiro deste ano, o presidente da República admitiu ter se encontrado com o banqueiro do Master. Na ocasião, o petista disse que não haveria "posição política" a favor ou contra o banco, mas sim uma "investigação técnica".
O encontro foi mediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, em dezembro de 2024.