Receita afirma que o resultado está relacionado ao crescimento econômico e ao desempenho dos setores produtivosMarcelo Camargo / Agência Brasil
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das receitas ligadas ao petróleo, pela atividade econômica e por mudanças na tributação adotadas nos últimos anos.
O valor representa alta real (acima da inflação) de 10,69% em relação a maio de 2025, já descontada a inflação. No acumulado de janeiro a maio, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, também recorde para o período.
Principais números da arrecadação
- 10,69% de crescimento real frente a maio de 2025;
- R$ 1,32 trilhão acumulado de janeiro a maio;
- 6,42% de alta real no acumulado do ano;
- R$ 50,6 bilhões arrecadados com petróleo e gás no ano;
- R$ 41,8 bilhões em Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no acumulado do ano;
- R$ 36,7 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) em maio.
Somente em maio, o imposto de exportação sobre petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão. As receitas não administradas pela Receita, que incluem royalties e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, cresceram R$ 4,1 bilhões.
A arrecadação relacionada à extração de petróleo e gás natural chegou a R$ 50,6 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, contra R$ 13,2 bilhões no mesmo período de 2025.
Impostos em alta
Em maio, IRPJ e CSLL somaram R$ 36,7 bilhões, com crescimento real de 33,11% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo o órgão, cerca de R$ 7 bilhões desse montante vieram de recolhimentos considerados atípicos, relacionados a mudanças na legislação.
O IOF também teve avanço expressivo, alcançando R$ 8,1 bilhões no mês, alta real de 31,11% em relação a maio do ano passado. Em 2026, a arrecadação do imposto soma R$ 41,8 bilhões, alta real de 38,77% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.
Mudanças tributárias
Apesar dessas medidas, a Receita afirma que o resultado está relacionado principalmente ao crescimento econômico e ao desempenho dos setores produtivos.
Meta fiscal
Pelas regras do arcabouço fiscal, há uma margem de tolerância que permite o cumprimento da meta com resultado entre zero e um superávit de aproximadamente R$ 68,6 bilhões.
A legislação também permite que o governo retire determinadas despesas do cálculo oficial, incluindo valores destinados ao pagamento de precatórios.
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