Flávio Bolsonaro afirmou que os cortes de gastos públicos prometidos por ele não virão da área socialCharles Vieira / Campanha Flávio Bolsonaro
O candidato do PL estava acompanhado do governador do estado, Tarcísio de Freitas, e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, entre outras autoridades.
Em seu discurso, Flávio criticou Lula e citou a queda nos juros futuros após o anúncio do resultado do primeiro turno.
“O futuro ex-presidente da República me desafiou [sobre de quais setores eu vou] tirar R$ 250 bilhões. A primeira coisa que eu vou fazer é tirar esse cara da presidência da República. Só quando a gente virou na frente do primeiro para o segundo turno, a taxa de juros futuro já caiu 1%”, disse.
“Cada 1% a menos de taxa de juros, vamos arredondar, são R$ 100 bilhões que foi aberto de espaço no orçamento. Só com o simples fato de o Lula sair da cadeira”, acrescentou.
Nos últimos dias, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi mencionado como possível futuro ministro de Flávio Bolsonaro. No entanto, a gestão de Campos Neto à frente do BC, entre 2019 e 2024, foi marcada pela forte elevação da taxa de juros.
Área social
Flávio também nega cortes no Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada). “Os aposentados do Brasil vão ser valorizados, vai ter aumento acima da inflação.”
O candidato do PL disse ainda ter certeza de que com a equipe que ele montará para o governo, conseguirá, em muito pouco tempo, fazer os cortes necessários prometidos.
“E eu tenho certeza de que, com o time que nós vamos apresentar na parte da economia, que vai fazer um trabalho sério, que vai combater a corrupção desse governo, que vai procurar cada centavo de desperdício de dinheiro público, vamos resolver em pouquíssimo tempo (os cortes). Essa taxa de juros vai cair 2%, 3%, 4%.”
Histórico
No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023, enviado ao Congresso em 2022. Nele, o governo de Jair Bolsonaro propôs uma redução de 59% nos recursos do programa Farmácia Popular, o que diminuiria a verba de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões (um corte de aproximadamente R$ 1,2 bilhão).
A redução, porém, não foi mantida no orçamento aprovado pelo Congresso, que recompôs e ampliou os recursos destinados ao programa.
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