Nunes Marques considerou que a resolução eleitoral prevê a reexibição da propaganda quando houver problemas técnicosValter Campanato / Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a reexibição integral da propaganda eleitoral do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) após um problema técnico na transmissão do programa eleitoral na última segunda-feira (12). A propaganda foi transmitida sem som no horário eleitoral gratuito exibido a partir das 13h. A nova exibição deverá ser feita na tarde desta quarta-feira (14), após o horário reservado à propaganda eleitoral gratuita.

A decisão atende a pedido do PL. Nunes Marques considerou que a resolução eleitoral prevê a reexibição da propaganda quando houver problemas técnicos de responsabilidade das emissoras e destacou que a medida é necessária para preservar a isonomia na disputa.

Em nota divulgada nesta terça-feira (13), o TSE informou que a falha ocorreu devido a um problema técnico no pool de mídias. A estrutura é a responsável por centralizar o recebimento dos materiais da propaganda eleitoral gratuita.

Segundo a nota, os áudios das propagandas para o cargo de presidente da República "não foram carregados", mas houve tempo hábil para a correção do problema antes da segunda propaganda, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio reclamou de falha

Logo após o problema técnico, na segunda-feira, Flávio Bolsonaro reclamou sobre a transmissão da sua propaganda eleitoral na televisão ter ocorrido sem som. As declarações aparecem em vídeo nas suas redes sociais.

"Hoje, pela primeira vez na história de uma campanha presidencial, o meu programa eleitoral foi transmitido sem som. É isso mesmo, mudo", disse Flávio. "Você acredita em coincidência? Cara, não. Não acredito, não existe coincidência. Vocês acham que vão calar a minha voz? Não vão calar, não vão conseguir, não adianta."

O candidato do PL também pediu para que os seus eleitores compartilhem a sua propaganda na internet, com áudio. "Ninguém vai calar a voz do povo brasileiro", declarou.