Flávio Bolsonaro liderou a votação no primeiro turnoFoto: Maira Erlich/Bloomberg

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (13) que não participará do debate da TV Band previsto para domingo (18), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante um evento político em São Paulo, que marcou o anúncio de apoio de diretórios estaduais do MDB à candidatura do parlamentar.
LEIA MAIS: Campanha regulariza canal ‘Exército do Lula’ após suspensão do TSE

“Não vou, não está previsto ir nesse debate no domingo. Estamos analisando, e quem vai dar a palavra final vai ser minha equipe técnica, de ir no último debate”, afirmou Flávio.

A emissora confirmou que o encontro está mantido e informou que deixará vazio o espaço destinado ao candidato ausente. No primeiro turno, a Band realizou o debate mas sem Lula e Flávio. A decisão contrasta com o que ocorreu em outras emissoras, quando regras eleitorais e a ausência dos principais concorrentes contribuíram para o cancelamento de debates previstos na Record, SBT e Globo. 

Presença na Globo ainda é incerta

O último debate presidencial antes do segundo turno está marcado para 23 de outubro, na TV Globo. Flávio afirmou que a equipe técnica ainda avalia sua participação.

Após o resultado do primeiro turno, o senador havia declarado que pretendia comparecer aos debates da segunda etapa da disputa, defendendo os confrontos como oportunidade para comparar programas de governo e gestões. Lula também manifestou interesse em participar de embates diretos na televisão.

Os dois candidatos, no entanto, não compareceram aos debates realizados no primeiro turno. As ausências contribuíram para o cancelamento de dois dos quatro encontros previstos naquela fase da campanha.

MDB anuncia apoio parcial a Flávio


A declaração do senador ocorreu durante um evento que formalizou o apoio de 16 dos 27 diretórios estaduais do MDB à sua candidatura. A legenda havia adotado posição de neutralidade no primeiro turno, apesar de integrar o governo Lula com três ministérios.

A articulação foi conduzida pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). O apoio, porém, não representa uma adesão unânime do partido em âmbito nacional.