Toto Wolff está preocupado com desempenho da Mercedes neste início de 2023AFP

O desempenho da Mercedes na corrida de abertura da temporada da Fórmula 1 em 2023, no Bahrein, não trouxe boas notícias. A equipe alemã cruzou a linha de chegada mais de 50 segundos atrás da Red Bull. O melhor resultado foi o quinto lugar de Lewis Hamilton, que também ficou atrás de Carlos Sainz, da Ferrari, e Fernando Alonso, da Aston Martin, além de Max Verstappen e Sergio Perez, da equipe austríaca.
O risco de se tornar a quarta força do grid ligou o alerta na Mercedes. O chefe de equipe Toto Wolff admitiu o equívoco com a aposta no conceito do W14 e revelou que haverá mudanças para as próximas corridas. A tendência é que os alemães abandonem o sidepods zero a partir da etapa de Emília-Romanha, que abre a primeira sequência europeia. 
"Nós estabelecemos metas muito altas e alcançamos essas metas. Acho que é sobre onde definimos essas metas coletivamente e como talvez seja preciso mudar a perspectiva, o que é um exercício interessante. É algo pelo qual estou ansioso. É muito claro onde deveríamos estar e precisamos fazer os dados funcionarem. Acredito que o mais importante seja restabelecer uma linha de base", disse Wolff. 
Octacampeã de construtores entre 2014 e 2021, a Mercedes perdeu o posto para a Red Bull em 2022, quando foi iniciada uma nova era na Fórmula 1. Com a mudança de regulamento, as equipes construíram carros do zero, mas a equipe alemã apostou num conceito ousado e se distanciou dos austríacos, além de ser superada pela Ferrari. 
Em 2023, o cenário parece ter piorado. A Aston Martin, que possui o mesmo motor da Mercedes, levou vantagem nos confrontos diretos durante a corrida do Bahrein e conquistou o terceiro lugar com Fernando Alonso. O desempenho do W14 foi alvo de críticas do heptacampeão Lewis Hamilton e também do jovem piloto George Russell. 
"No ano passado, disse algumas coisas sobre alguns problemas que o carro tinha. Já pilotei muitos carros na minha vida, sei o que um carro precisa e sei o que não preciso. Eu preciso de um carro. E acho que é uma questão de responsabilidade. Trata-se de admitir sua responsabilidade e dizer: 'Sim, quer saber? Não ouvimos você'. Não é como costumava ser. Temos que trabalhar", afirmou Hamilton. 
Segundo a imprensa britânica, Mike Elliott, diretor-técnico da Mercedes e responsável pelo projeto do W14, recebeu um ultimato dos 'poderosos' da equipe. A insatisfação de Lewis Hamilton e Toto Wolff após a corrida no Bahrein aumentou a pressão sobre os desenvolvedores e a Mercedes precisará tomar decisões para realizar mudanças drásticas nas próximas semanas.