Dirigentes dos clubes brasileiros se reuniram com o Ministério da Fazenda Divulgação
Em reunião com governo, clubes cobram mudança na lei de regulamentação das apostas esportivas
Clubes desejam ter maior participação no debate sobre as divisões de verbas
Rio - Os dirigentes dos clubes se reuniram nesta semana com o Ministério da Fazenda para debater sobre a lei de regularização dos sites de apostas esportivas. A reunião foi realizada na última terça-feira (11) e os clubes demonstraram preocupação com o processo, além de propor maior participação no debate sobre as divisões de verbas.
Estiveram presente na reunião presidentes e executivos dos quatro maiores clubes de São Paulo, dos quatro maiores do Rio de Janeiro e do Bahia. O ex-presidente corintiano Andrés Sanchez e o ex-deputado Vicente Cândido também estiveram presentes.
Os clubes temem que possam perder recursos via patrocínios, pois, após a regulamentação das apostas de cota fixa, várias empresas do segmento não devem conseguir a licença para operar no Brasil. Os dirigentes desejam que o futebol receba uma parte maior das verbas das apostas, acima do que prevê a atual legislação.
Além disso, os dirigentes também disseram ao governo que a CBF não representa os clubes. A entidade chegou a tomar a dianteira nas discussões junto ao governo, inclusive com apresentação de uma proposta para distribuição dos recursos. Na proposta apresentada pela confederação, foi reivindicado 4% da receita bruta.
Nos números apresentados durante a reunião, os clubes alegam que os sites de apostas esportivas são responsáveis pela injeção de cerca de R$ 3 bilhões em patrocínios - valor este que deve cair após a regulamentação. Os clubes, no entanto, não sabem dizer quanto. Eles acreditam que a medida deverá afastar companhias do mercado.
Assim que o governo determinar as regras para o funcionamento das apostas de cota fixa, as empresas serão taxadas, precisarão comprar licenças para operar no Brasil, além de seguir regras em termos de transparência. Os clubes cobram que a divisão do dinheiro proveniente das apostas, sob responsabilidade do governo federal, deve compensar a perda que eles terão com a redução dos patrocínios.
Os clubes agora têm sete dias para formular a proposta. A expectativa é que a proposta fique no meio termo entre a atual proposta legislação e a apresentada pela CBF, que reivindica 4% da receita bruta. Hoje, a lei 13.756, de 2021, determina que o futebol tem direito a 1,63% da receita líquida das apostas após deduzir prêmios de apostadores, seguridade social e imposto de renda.

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