Goleiro do Atlético-MG, Everson sofreu racismo na saída de campo e cobrou a ConmebolFoto: Pedro Souza/Atlético

Vítima de racismo no empate em 1 a 1 com o Libertad, terça-feira (27) no Paraguai, o goleiro do Atlético-MG Everson cobrou uma atitude da Conmebol além de nota oficial e multa. O jogador, que foi chamado de 'macaco' na saída de campo, lembrou que esses casos aconteceram também em outros países da América do Sul.
"Cabe a nós buscarmos nossos direitos. Daqui a pouco vai ser só mais uma nota da Conmebol, mas a gente tem que procurar se manter firme, trabalhando, com a esperança de que um dia isso pode mudar. Mas, se não tiver medidas mais drásticas, isso não vai mudar", afirmou o goleiro do Atlético-MG, que completou:
"Todos somos de carne e osso, todos temos nossa etnia, mas ainda acho que falta um pouco de compaixão dos nossos amigos sul-americanos. Acontece no Paraguai, acontece no Chile, na Argentina. Infelizmente, acontece em todos os países sul-americanos".
 
O Atlético-MG registrou as imagens do momento em que Everson sofreu o racismo, e as encaminhou para o delegado da partida. A Conmebol ainda não se pronunciou.
Os casos de racismo em competições da Conmebol têm se tornado uma constante. Neste ano, os jogadores do Galo já haviam recebido gritos racistas de torcedores do Carabobo, na Venezuela. O atacante Rodallega, do Santa Fé, também denunciou o mesmo contra o seu time por torcedores do Gimnasia Y Esgrima, na Argentina.
As torcidas de Flamengo, Fluminense, Red Bull Bragantino, Corinthians e Fortaleza foram algumas que flagraram torcedores adversários fazendo gestos racistas em direção a elas em vários países sul-americanos.