Fernando Alonso em ação pela Aston MartinWILLIAM WEST / AFP
Aston Martin planeja vender as ações da Fórmula 1 e pode arrecadar R$ 545 milhões
Apesar de possuir o mesmo nome, montadora e a escuderia são empresas diferentes
Rio - A Aston Martin avalia a possibilidade de vender as ações minoritárias que possui na equipe da Fórmula 1. A fabricante de carros britânica possui um registro distinto da escuderia e deseja vender a porcentagem. Segundo o comunicado divulgado pela Bolsa de Valores de Londres, nesta segunda-feira (31), a expectativa é de arrecadar 74 milhões de libras (R$ 545 milhões).
A equipe da Fórmula 1 pertence ao consórcio de investimentos AMR GP Limited, fundado por Lawrence Stroll em 2018. O empresário é pai do piloto Lance Stroll. A Aston Martin, enquanto empresa, possui apenas ações minoritárias da equipe, além de possuir um longo contrato de patrocínio. Apesar do desejo de vender as ações, a escuderia não deixaria a categoria.
"Esses movimentos demonstram que o lugar da Aston Martin na Fórmula 1 está mais seguro do que nunca. A AML recentemente se comprometeu novamente com seu contrato de patrocínio e licenciamento de longo prazo com a AMF1, confirmando que a lendária marca Aston Martin e suas cores verdes de corrida britânicas competirão na Fórmula 1 nas próximas décadas", disse Lawrence Stroll.
A venda das ações não atrapalharia a equipe na Fórmula 1. Na prática, deve estreitar ainda mais a relação entre Lawrence Stroll e a Aston Martin. O Yew Tree Consortium, consórcio liderado pelo bilionário, pretende investir 52,5 milhões de libras (cerca de R$ 387 milhões) na Aston Martin. Atualmente, o consórcio possui 27,67% das ações da empresa e essa porcentagem pode chegar a 35% no futuro.

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