Guardiola disse que está 'amando' o que está vendo dos sul-americanos, tanto em campo quanto nas arquibancadasFranck Fife / AFP

Guardiola treinando um time da América do Sul? É possível, segundo o treinador. Em entrevista coletiva no último sábado (21), o técnico do Manchester City foi questionado sobre o assunto e deixou em aberto a chance. Além disso, aproveitou para elogiar o desempenho das equipes do continente no Mundial. 
"Por que não? (sobre treinar um time sul-americano) Estou amando o que estou vendo. Botafogo, Fluminense, todos os time brasileiros e argentinos... Como eles comemoram os gols, como estão juntos. É uma cultura, os torcedores deles estão em maior número aqui que os europeus. É sobre isso, você tem que viver a competição", disse Guardiola. 
O catalão, de 54 anos, também afirmou que "ama" quando enfrenta times da América do Sul ou de outros continentes em torneios como o de agora. Ao falar sobre as derrotas dos europeus para Botafogo e Flamengo, foi irônico: "as pessoas ficam surpresas que o time europeu perdeu. É, bem-vindo ao mundo real, meu amigo! Parece que você ficou olhando para sua barriga e não viu o que estava acontecendo. Porque eles são bons!".
Se em campo as coisas estão indo bem para os representantes sul-americanos, nas arquibancadas o nível segue o mesmo. As festas de torcedores de Boca Juniors; Botafogo, Flamengo; Fluminense; Palmeiras; e River Plate são o ponto alto do Mundial, e o comandante do clube inglês exaltou a cultura do futebol latino. 
"Muita, muita coisa boa na história do futebol veio da América do Sul. Especialmente Brasil, Colômbia, Argentina, Uruguai, eu diria de todos os países. Muita coisa boa. Os melhores jogadores são de lá, e depois muitos vão para a Europa pela oportunidade econômica e o prestígio", pontuou.

Importância do Mundial para os europeus

Guardiola foi na contramão e citou ser um "privilégio" poder ter a oportunidade de comandar o Manchester City no torneio. Além disso, garantiu que não está "pensando em ganhar", mas sim em "ir o mais longe possível" na competição. 
"Tenho o sentimento que é um privilégio estar aqui. Tem pessoas achando irritante, perguntando por que devemos estar aqui. Mas para nós é um privilégio. Daqui quatro anos, vai acontecer de novo. E para estar de novo em quatro anos você tem que ganhar", ressaltou.