Diogo Jota estava no Liverpool desde 2020Divulgação/Site Liverpool

Rio - A declaração de duas testemunhas pode mudar a investigação da morte do atacante Diogo Jota e do seu irmão André Silva, no último dia 3, na altura da cidade de Zamora, na Espanha. Em entrevista ao jornal português "Correio da Manhã", dois caminhoneiros discordaram do relatório oficial da Guarda Civil da Espanha sobre o acidente.
"Tentei ajudar, mas infelizmente não pude fazer nada. Estou com a consciência tranquila. A família tem a minha palavra de que eles não estavam em alta velocidade. Eu pude ver a marca e a cor do carro quando eles passaram por mim, estavam dirigindo com muita calma. Eu dirijo naquela estrada todos os dias, já vi coisas ultrajantes de outros carros", disse o caminhoneiro José Azevedo.
Diogo Jota, de 28 anos, e André Silva, 25, morreram em trágico acidente de carro, no dia 3, na cidade de Zamora, na Espanha. Eles estavam na rodovia A-52, que liga Espanha e Portugal. Segundo a investigação da Guarda Civil da Espanha, a causa do acidente seria o estouro de um pneu durante uma ultrapassagem. Os corpos foram encontrados carbonizados, mas os documentos ajudaram na identificação.
A viagem tinha como objetivo final a cidade de Santander, ainda na Espanha, onde pegariam um barco para Portsmouth, na Inglaterra. Diogo Jota costumava viajar de avião, mas recentemente teria feito uma cirurgia no pulmão e os médicos recomendaram evitar, já que a mudança na pressão atmosférica seria prejudicial e poderia causar complicações no pós-operatório.
Revelado no Paços de Ferreira, Diogo Jota passou por Atlético de Madrid, Porto e Wolverhampton, antes de brilhar pelo Liverpool. No gigante inglês, disputou 182 jogos, fez 65 gols e conquistou quatro títulos, incluindo o Campeonato Inglês de 2024/25. Ele também defendeu a seleção portuguesa em 49 partidas e conquistou dois títulos da Liga das Nações — o último há quase um mês, no dia 8 de junho.