Yago Dora garantiu a liderança do ranking da WSL em 2025Divulgação/WSL

Rio - Yago Dora está perto de se tornar o quinto brasileiro campeão mundial de surfe. O surfista catarinense, de 29 anos, garantiu a liderança do ranking da WSL em 2025 após a eliminação do sul-africano Jordy Smith, nesta quarta-feira (13), em Teahupo'o. Com isso, ele está a uma vitória em Fiji para conquistar o título.
O sul-africano precisava terminar na frente de Yago Dora em Teahupo'o, mas foi eliminado pelo local e campeão olímpico Kauli Vaast, nas oitavas de final. Com isso, o brasileiro, que ainda não tinha entrado na água, assegurou o primeiro lugar geral para a decisão em Fiji.
Na decisão em Fiji, cinco surfistas vão disputar o título mundial. O líder do ranking disputa apenas uma bateria contra um dos outros quatro finalista. Yago Dora terá a vantagem de vencer uma bateria para conquistar o título. Caso perca a bateria, a disputa vira uma melhor de três.
O adversário de Yago Dora será definido em mata-mata. O quinto colocado enfrenta o quarto para definir quem enfrentará o terceiro. Depois, o vencedor enfrenta o segundo colocado do ranking mundial para decidir quem disputará o título contra o líder — neste caso, Yago Dora.
Quatro brasileiros já conquistaram o título mundial de surfe. Gabriel Medina é o brasileiro com mais títulos (3), enquanto Filipe Toledo soma duas conquistas. Já Adriano de Souza e Italo Ferreira faturaram o troféu apenas uma vez. O último, inclusive, é o único campeão mundial e olímpico de surfe na história.

Italo Ferreira também garante vaga no Finals

Além de Yago Dora, outro brasileiro também garantiu vaga. Único campeão mundial e olímpico, Italo Ferreira se classificou às quartas de final após vencer o indonésio Rio Waida e assegurou um lugar entre os cinco finalistas em Fiji, entre 27 de agosto e 4 de setembro.
Italo Ferreira começou forte, mas o mar irregular dificultou a disputa. O potiguar pegou uma onda 4,83 e, depois, aproveitou um erro de Rio Waida para recuperar a prioridade e pegar outro tubo nota 4,00. Nos minutos finais, conseguiu a melhor onda da bateria com 6,50. O indonésio sequer pegou onda.
Com a vaga nas finais em Fiji, Italo Ferreira chega a quarta decisão nos últimos cinco anos. Campeão em 2019, o potiguar ainda não venceu no novo formato, que foi criado em 2021. Em 2022, ele foi vice para Filipe Toledo, enquanto no ano passado perdeu a final para o americano John John Florence.