MaracanãRafael Ribeiro/CBF
Governo do Rio inicia estudo para possível venda dos naming rights do Maracanã
Pertencente ao Estado do Rio, estádio está concedido para a dupla Fla-Flu até 2044
Rio - Antigo desejo de Flamengo e Fluminense para alavancar os lucros com o Maracanã, a venda dos naming rights será estudada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Nesta semana, a Casa Civil foi autorizada para iniciar uma análise sobre a venda do nome, que pode ser a maior de um estádio no Brasil.
A venda de naming rights é prática comum no mundo e e ganhou força nono país, principalmente em São Paulo, como Neo Química Arena, estádio do Corinthians, MorumBis, do São Paulo, e Allianz Parque, do Palmeiras. No entanto, no caso do Maracanã precisará entrar em análise pelo poder público.
Equipamento do governo estadual, o estádio, que é tombado, não tem no edital de concessão a proibição, mas também não é claro sobre a possibilidade. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) alerta que a mudança deve ser previamente solicitada.
Em setembro de 2024, a dupla Fla-Flu assinou uma renovação da permissão de administração e de usufruir do complexo do Maracanã por mais 20 anos. O Rubro-Negro ficou com 65% da participação societária e o Tricolor com 35%. Segundo o "ge", Flamengo e Fluminense estimam arrecadar R$ 40 milhões por ano com a venda.
No governo do Rio, não há um consenso sobre o tema. O governador Cláudio Castro vê a venda com "ceticismo e dificuldade". Por outro lado, existe uma defesa de venda apenas dos nomes de setores do estádio. A expectativa é que saia a resolução da autorização para negociação antes do fim de outubro.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.