Arena Corinthians foi inaugurada em 2014 poucos meses antes do início da Copa do MundoAFP/Arquivos
No início desta semana, o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, por unanimidade, uma revisão orçamentária em suas contas. Agora, o clube prevê fechar o anos com um déficit de R$ 83 milhões, após projetar superávit de R$ 34 mi no exercício, ainda no orçamento da gestão de Augusto Melo.
O departamento de futebol teve um superávit de R$ 13 milhões no período, mas esse déficit é impulsionado pelo resultado do clube social, que ficou no vermelho, com um balanço operacional negativo de R$ 26,5 milhões.
O presidente Osmar Stábile trabalha em diversas frentes para tentar amenizar os problemas de fluxo de caixa do clube. Um de seus principais objetivos é negociar os naming rights da Neo Química Arena por um valor três vezes maior que o atual acordo com a Hypera Pharma. O contrato, assinado em 2020, firmou o aporte em aproximadamente R$ 300 milhões até 2040, data do fim do vínculo.
Os problemas financeiros do Corinthians esbarram no planejamento do departamento de futebol. O clube sofreu transfer ban da Fifa em razão da dívida de R$ 33 milhões com o Santos Laguna pela compra do zagueiro Félix Torres. A entidade máxima do futebol também impôs outras condenações pela falta de pagamento na contratação de jogadores e o valor a ser pago chega a R$ 120 milhões.
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