Vanderlei Luxemburgo, de 73 anos, detonou a postura de Neymar na derrota do Santos para o Flamengo por 3 a 2, pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã. Em participação no programa "Galvão e Amigos", da Band, nesta segunda-feira (10), o treinador avaliou que o jogador "não aceita uma crítica" e deu sua opinião sobre o camisa 10 ter sido substituído.
"Quando o técnico tirou ele, o jogo já estava 3 a 0. Eu, de técnico, esqueço aquele jogo. 'Vamos pensar no próximo'. Se eu estou pensando no próximo jogo, eu tiro ele. Não sei se o [técnico do Santos] Vojvoda estava pensando no próximo jogo. Ele já estava com cartão amarelo, uma série de coisas que poderia trazer uma complicação para o próximo jogo", disse.
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Quando saiu de campo, aos 40 minutos do segundo tempo, Neymar foi direto para o vestiário e não viu a sua equipe marcar dois gols, no final da partida. Luxemburgo também destacou um momento em que o atleta volta à defesa para participar da construção de jogada da equipe paulista. O técnico classificou este como o "pior momento" dele no jogo.
"Ele não aceita que tenha uma crítica. Tem uma imagem que ele sai do ataque, vai lá na defesa, onde não deveria estar, para mostrar como o time precisa sair jogando. Não. Ele tem que ficar lá. Aquilo ali, para mim, foi o pior momento dele, porque ele não tem autorização do técnico para ir lá na defesa e entrar nos dois zagueiros. Ele colocou todos os companheiros em uma discussão, mostrando que a bola não chegava."
O técnico também fez uma postagem em suas redes sociais nesta segunda-feira criticando a postura do camisa 10. "O verdadeiro líder não empurra o time só com palavras, empurra com atitude. Neymar é craque, mas liderança se mostra na reação quando o jogo aperta. Reclamar da arbitragem ou sair antes do fim não move o time. Mover o time é continuar correndo, levantar o companheiro e apoiar até o último minuto. Ser líder é transformar frustração em energia coletiva. O nome pesa, mas o exemplo pesa mais", escreveu.
"O ego dele é maior do que ele. Ele quer mostrar que está acima do bem e do mal. Quando dá essa resposta ao Ancelotti, é porque o ego dele mostra isso. Ele ficava quieto, não criava essa polêmica. Ou, você absorve e faz disso uma arma pra você. Ele não consegue fazer dos ataques, das críticas uma arma para ele poder mostrar que ele é o Neymar. Falta o ego dele abaixar e dizer: 'Eu quero ir para a seleção'", disparou.
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