Pesidente da CBF, Samir XaudStaff Images / CBF

Rio - A CBF vai criar um órgão para fiscalizar e aplicar regras do fair play financeiro no futebol brasileiro a partir de 2026. O grupo será formado por profissionais do mercado e deve ser estruturado até o início de 2026, de acordo com o "ge". O modelo de sustentabilidade financeira foi apresentado em reunião no último dia 11, no auditório da sede da CBF, no Rio de Janeiro.
A estrutura será semelhante à CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), que é responsável por mediar conflitos entre entes no futebol. A implementação do modelo de sustentabilidade financeira será feita de forma gradual, de modo que os clubes possam se adaptar. A fiscalização começará a partir de abril de 2026, com a regra implementada integralmente em 2029.
O modelo apresentado na reunião se inspira em regulamentos implementados nas cinco maiores ligas do mundo: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França. A CBF adaptou o que funciona nos países europeus à realidade financeira dos clubes brasileiros. A ideia com a implementação do modelo é garantir mais equilíbrio nas contas e evitar gastos acima do limite.
O prazo para os clubes enviarem sugestões termina na próxima sexta-feira (28). Pelas novas normas os clubes terão que limitar gastos com salários e amortização de jogadores a no máximo 70% da receita. Além disso, o endividamento de curto prazo não poderá ultrapassar 45% da receita total. As punições também ocorrerão de forma escalonada.