Publicado 06/08/2026 15:55
A Conmebol saiu em defesa do presidenta da Fifa, Gianni Infantino, que sofre pressão de outras confederações para deixar o cargo antes do fim do mandato. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (6), a entidade sul-americana reforçou ser contra o movimento da Uefa em pedir a saída do dirigente.
PublicidadeO texto, publicado depois de uma reunião do conselho da Conmebol, criticou "ações unilaterais". Além disso, pediu uma solução de consenso, reforçando "mecanismos específicos para solucionar controvérsias" na Fifa.
"O Conselho manifesta, de forma unânime, sua preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos. Aqueles que têm a responsabilidade de conduzir nossas organizações devem sempre privilegiar o diálogo, o respeito às normas e a construção de consensos", diz um trecho da nota oficial.
Aliada de Infantino, a Conmebol ainda foi clara em relação à tentativa dos dirigentes europeus de tirá-lo, com a ameaça de boicote às competições. Ela disse que "não apoiará qualquer atuação ou procedimento que desconsidere ou se afaste desses mecanismos institucionais".
Eleição da Fifa se aproxima
A entidade sul-americana usou como argumento que a definição de um novo presidente da Fifa será votada a partir de de 18 de março de 2027, quando acontecerá o Congresso Anual. Ao contrário do que se imaginava, Infantino vê a reeleição mais difícil após a sucessão de crises recentes.
O dirigente suíço foi muito criticado por acabar com a suspensão de Balogun, dos Estados Unidos, a pedido de Donald Trump para as quartas de final da Copa do Mundo. Além disso, a tentativa de criar a Fifa Forward Enterprise, subsidiária que abriria espaço para investidores privados na organização da Copa do Mundo, culminou para a pressão recente de outras confederações contra ele.
A Conmebol, inclusive, elogiou a decisão de dar o fim a esse plano criticado. A Fifa enviou pedidos de desculpa formal e informou que "não irá mais tolerar ataques à integridade, governança e processos".
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