Ceferin e Infantino vivem novo embate Odd Andersen / AFP
Uefa pressiona por saída de Infantino e pode boicotar Mundial de Clubes
Entidade europeia busca apoio para convocar uma reunião emergencial no Conselho da Fifa e pedir pela saída do atual presidente
Rio - Gianni Infantino pode estar vivendo os últimos dias na presidência da Fifa. Mesmo após recuar da ideia de criar uma empresa e vender ações das competições, o dirigente vem sofrendo pressão, principalmente da Uefa. Os europeus foram os primeiros se posicionar de forma contrária ao projeto e ameaçam boicotar a Copa do Mundo de Clubes de 2029.
Presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferin busca o apoio da Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês), que reúne mais de 850 times do continente, para um possível boicote à Copa do Mundo de Clubes. O mandatário vai se reunir com Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da ECA, para planejar os próximos passos, segundo o site inglês "talkSport".
Um dos caminhos é convocar uma reunião de emergência junto ao Conselho da Fifa. Para isso, é necessário ter a solicitação de 19 dos 37 membros. A Uefa, principal opositora, conta com nove cadeiras no Conselho. A Concacaf, que também não aprovou a ideia da venda de ações, tem cinco, enquanto a Confederação Asiática de Futebol (CAF), outra opositora, tem sete. Ou seja, 21 dos 37.
Pelo menos cinco federações nacionais filiadas à Uefa já retiraram apoio dado à continuidade de Infantino na presidência da Fifa. A Federação Inglesa deve se juntar a Escócia, Finlândia, País de Gales, Suíça e Sérvia na decisão. Eleito presidente da Fifa em 2016, o dirigente foi reeleito pela segunda vez e busca o quarto mandato na presidência da entidade máxima do futebol.

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