"Falamos sobre Botafogo Way. Agora, a Botafogo Way é a Ancelotti Way. Ele tem a chance de fazer o que quiser. Pode treinar os jogadores como quiser. A Botafogo Way é uma ideia de um futebol vistoso. Davide pode pintar o quadro como quiser", declarou o mandatário.
"O fato de que é o primeiro trabalho, eu não me importo. A experiência dele é marcante. Ele fez parte da melhor comissão técnica que o mundo já testemunhou. Assistentes desses top-clubes são tão experientes quanto os treinadores, eles comandam treinos, táticas, estudam o oponente. Tudo que é necessário em um treinador ele vinha fazendo em um dos maiores clubes do mundo", complementou.
John Textor ainda aproveitou para agradecer à CBF pela compreensão e liberação da negociação. Antes de assumir o Botafogo, Davide estava na seleção brasileira ao lado de seu pai, Carlo Ancelotti.
"Acho que o mais incrível nesse caso é que analisamos estilos de jogo que melhor se encaixassem no nosso 'Botafogo Way', um jogo inteligente, tático e rápido. E um dos jovens treinadores promissores, sobre quem o resto do mundo estava começando a falar, estava voando para o Rio de Janeiro literalmente no mesmo momento em que estávamos procurando por um treinador", contou.
"É isso que chamamos de 'escolhido'. Acho que Deus o colocou no nosso colo. Achei que fosse uma grande oportunidade e não queria deixá-la passar", finalizou o norte-americano.
Confira outras respostas de John Textor:
. Saída de Renato Paiva: "Nós tínhamos um treinador muito inteligente, o Renato Paiva. Eu gostava do sistema do Renato, nós falamos sobre isso publicamente. Mas vimos como esse estilo evoluiu ao longo do ano e eu não senti mais que estávamos jogando com a mesma ambição".
. Planejamento e inícios de temporada: "O que tenho tentado fazer é ir passo a passo. O primeiro ano (2022) foi de sobreviver, mas o problema é que os torcedores esperam muito mais que isso. Ficamos no G-4 nas primeiras semanas de Brasileirão e muita gente achava que a gente pertencia ali. Fomos melhor do que sobreviver, fomos para Sul-Americana. No ano seguinte (2023), jogamos muito bem e as expectativas subiram. Toda vez que eu passo por um problema é como organizar um elenco por 11 meses. Sempre falei publicamente que não gosto desse calendário de 11 meses. Para mim, é difícil gerenciar isso porque todos esperam vitórias desde o começo".
"Compramos o clube em março de 2022, muitos torcedores acharam que compramos antes, mas só tivemos quatro semanas para montar o elenco para a Série A. Em 2023, os torcedores ficaram chateados no início da temporada e boicotaram o primeiro jogo do Brasileirão. Nós usamos esse período para utilizar jogadores jovens e saber o que tínhamos. Usamos o Carioca para isso. Apesar do início ruim, ganhamos 14 jogos no primeiro turno".
. Dificuldade com saída de treinadores: "Tive dificuldade de entregar vitórias no início da temporada. Ainda não achei a solução como dono. Também tenho dificuldade com trocas de treinadores. Foi um choque perder Luís Castro quando você estava jogando tão bem. Com Artur Jorge, tivemos uma ótima experiência, mas ficou claro que ele quis sair antes da temporada. Nós sabíamos da situação do Catar. Ele já tinha a ideia de sair. É muito difícil substituir um treinador depois da maior temporada do clube em anos".
"Queria um treinador mais rápido, mas tomei meu tempo. Procurei um Abel Ferreira, aquele cara para ficar para sempre. Tomei muito tempo sim, e isso tomou o início da temporada. Nunca acerto esse tempo, mas continuamos ganhando troféus. Agora, temos um treinador jovem e muito ambicioso e temos esperança de um relacionamento longo com ele".
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