John Textor em jogo do BotafogoVitor Silva / Botafogo
Justiça congela ações de Eagle na SAF do Botafogo e mantém Textor
Medida pede à rede de clubes que pague quantia milionária ao Glorioso
Rio - A 3ª Vara Empresarial de Justiça do Rio de Janeiro congelou as ações da Eagle Holdings na SAF do Botafogo, nesta quinta-feira (31). Chamada de judicialmente arresto, a medida impede qualquer troca de hierarquia e consequentemente mantém John Textor no comando. As informações são do site "ge".
Recentemente, a rede de clubes tentou afastar o americano da presidência do Glorioso, mas ação foi impedida pelo conselho deliberativo da parte social do clube. Textor busca romper as ligações do Alvinegro com o Lyon, de onde foi afastado.
A decisão da Justiça determina também o pagamento de 23 milhões de euros (cerca de R$ 152 milhões) da Eagle para o Botafogo. O valor corresponde à metade da dívida da empresa com o clube.
De acordo com a petição, o Glorioso seria um fator "desequilibrante" na rede de clubes da Eagle Holdings, devido aos problemas financeiros do francês Lyon e do belga RDWM Brussels (antigo Molenbeek) - rebaixado no Campeonato Belga.
Essa situação foi reforçada por John Textor que afirmou que "O Botafogo financia a Europa, não ao contrário" em empate por 1 a 1 contra o Corinthians, neste último sábado (26). Campeão da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro destinou empréstimos às equipes parceiras.
"Em razão disso, mas imbuído no espírito família Eagle e fundado na relação de fidúcia construída com Textor, o Botafogo passou a financiar as operações e a tentativa de retomada dos outros clubes, especialmente o Lyon, por intermédio de sucessivos empréstimos direcionados à Eagle Bidco, lastreados em instrumentos de mútuo, que consubstanciam, naturalmente, títulos executivos extrajudiciais (CPC, art. 784, III)", diz trecho da petição.
Representado pelos escritórios Salomão Advogados e Basílio Advogados, o Botafogo acredita que a troca de comando da SAF, tiraria as garantias que a dívida da empresa seria paga.
"A SAF Botafogo, por seu turno, não poderia aguardar inerte. Afinal, se o risco de inadimplência da Eagle Bidco já existe em virtude dos dispendiosos compromissos assumidos junto ao Lyon, esse risco recrudesce, de forma descomunal, caso advenha uma modificação no controle da mencionada sociedade empresarial, mediante a possível ascensão de um novo e ignoto controlador, sem quaisquer laços com o Botafogo ou a mais mínima preocupação relacionada aos rumos futuro e ao sucesso desportivo do clube", diz petição.

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