Filipe Luís orienta o Flamengo contra o RacingGilvan de Souza/Flamengo

Em meio à alegria do Flamengo pela vitória por 1 a 0 sobre o Racing, pela semifinal da Libertadores, a tragédia do Ninho do Urubu se fez presente. Ao ser perguntado sobre a decisão da Justiça em absolver os sete réus pela morte dos 10 jovens da base em incêndio no CT, em 2019, Filipe Luís voltou a oferecer carinho às famílias e fez uma revelação.
"A relação que eu tenho é muito forte com esses meninos. Eu sempre vou ao memorial que tem lá no Ninho. Eu fico sozinho lá", disse o treinador.
Entretanto, Filipe Luís não quis opinar sobre a absolvição dos sete réus.
"Sobre a Justiça, realmente eu não estou nada por dentro disso. A única coisa que eu estou por dentro é... independente do que aconteça... da dor que esses pais sentem, e sentirão para sempre, de não ter os filhos com eles. Não existe nada que possa apagar ou amenizar essa dor que eles sentem hoje", afirmou.
"Por isso, que eu sempre estou aqui para ajudar qualquer um deles. Converso com alguns, tenho muito carinho por eles, e me coloco à disposição sempre com o que precisarem. Estou aqui para ajudar. E como eu sempre falo, quando eu estiver aqui, eles jamais serão esquecidos. Mandar um abraço para todas as famílias".

A decisão da Justiça

Na última terça-feira (21), o juiz Tiago Fernandes de Barros, da 36ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), absolveu sete acusados, entre ex-diretores do Rubro-Negro e funcionários da empresa dos contêineres usados como alojamento, que respondiam pelo crime de incêndio culposo.
Para o magistrado, não houve provas suficientes que evidenciem a contribuição direta dos réus com o incêndio. Por isso, não se pode responsabilizar criminalmente alguém apenas em razão do cargo que ocupava, sem ter comprovação efetiva da sua ação, ou omissão, determinante para o resultado.
O MPRJ contesta a versão e vai recorrer. Ao todo, 26 atletas estavam no alojamento e 16 sobreviveram no incêndio de 8 de fevereiro de 2019.

Os réus absolvidos

- Antônio Márcio Mongelli Garotti, ex-diretor de Meios do Flamengo;

- Marcelo Maia de Sá, ex-diretor adjunto de Patrimônio (Obras);

- Edson Colman da Silva, sócio proprietário da empresa que fazia a manutenção dos ares-condicionados do alojamento;

- Fábio Hilário da Silva, engenheiro elétrico da NHJ, companhia responsável pelos contêineres;

- Cláudia Pereira Rodrigues, diretora Administrativa e Comercial da NHJ;

- Weslley Gimenes, engenheiro civil da NHJ;

- Danilo da Silva Duarte, engenheiro de produção da NHJ.