Charles do Bronx vem explorando bem sua imagem fora do octógono(Foto: Reprodução Instagram)
Atualmente, ir bem dentro do cage não é mais o suficiente para fazer sucesso - e dinheiro -, é necessário também chamar atenção fora dele, de forma positiva, em redes como Instagram, TikTok, Twitter, com entrevistas e aparições na mídia, podcasts, etc.
Seguindo essa linha, alguns exemplos são Conor McGregor, ex-campeão duplo do UFC e lutador com o maior número de seguidores no Instagram (45,9 milhões), Khabib Nurmagomedov, ex-campeão peso-leve e com 34,2 milhões de seguidores, e o próprio Charles do Bronx, também ex-campeão peso-leve e brasileiro mais seguido entre os lutadores, por 6,3 milhões de pessoas.
Todos eles se aproveitaram dessa força nas redes sociais para conseguirem melhores contratos com patrocinadores e o próprio UFC, aumentando consideravelmente os ganhos financeiros. Giorgio Barone comentou a respeito:
"Com certeza absoluta, hoje em dia os lutadores que ganham mais não são só os mais competentes e melhores tecnicamente, e sim os que têm mais visibilidade e sabem se vender melhor. E isso vale para todas as profissões, inclusive médicos, dentistas, advogados… A atenção é o ativo mais escasso e valioso do mundo, por isso produção de vídeos e geração de conteúdo viral não deve se limitar somente ao Facebook, e sim ser distribuído em todas as redes", disse Barone, que completou:
"O Conor McGregor e o Charles do Bronx são exemplos perfeitos nesse sentido, fortes no Instagram e no Twitter, sempre presentes na mídia. O Conor, inclusive, aproveitou a força que tem como figura pública, com os fãs, para agregar valor à sua marca de whisky e no fim do ano passado a vendeu por cerca de R$ 3 bilhões. Já o Charles fecha contratos menores, mas sabe explorar muito bem o mercado nacional, com parcerias certeiras e que agregam valor juntas".
O mesmo também acontece para lutadores em início de carreira, que buscam chamar atenção do UFC atrás de um contrato e várias vezes se utilizam do "hype" das redes nesse processo. É o caso do inglês Paddy Pimblett e do americano Sean O'Malley, promissores dentro do octógono, mas já consolidados fora dele.

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