Corte de peso é um dos principais riscos para lutadores(Foto: Reprodução UFC)
Não são raros os casos de lutadores que chegam a perder de 15 a 25kg para entrar em ação, e na hora da pesagem, se mostram debilitados. Quando isso acontece, muitas vezes a própria organização decide pelo cancelamento da luta.
Mas com quase todos os lutadores seguindo o mesmo caminho, existe a possibilidade de um corte de peso mais saudável? O Dr. Umberto Tozzi explicou:
"Primeiro, falando dos perigos já conhecidos a partir do corte de peso extremo e rápido, temos principalmente insuficiência renal e ataques cardíacos, mas até mortes são atribuídas às práticas", afirmou o médico, que continuou:
“Existem dois tipos de corte de peso no meio esportivo, principalmente na luta profissional. O primeiro - e correto - consiste no emagrecimento controlado aliado à melhora da composição corporal, ou seja, diminuir o percentual de gordura do atleta e aumentar sua quantidade de massa magra. Esse processo, para ser bem feito com a devida manutenção da saúde, deve ser realizado num período mais prolongado de forma gradual. Ao final do processo, o atleta está menos debilitado e consequentemente mais apto a competir em alto rendimento”.
Por fim, Tozzi completou sobre os riscos do segundo método, infelizmente o que ainda é mais comum entre os lutadores e encontra dificuldade de ser regulado: "O segundo método é um corte mais agudo do peso total do atleta para se enquadrar na categoria na qual realizará a luta em questão. Nesse processo, o atleta não visa manter a saúde nos melhores parâmetros e em quase todos os casos ela é prejudicada. Isso acontece devido ao alto grau de desidratação que eles se submetem, ao tempo elevado sob exercícios extenuantes e também devido ao uso de medicamentos como diuréticos. Ao final, o atleta se encontra altamente debilitado e sob um grau de estresse metabólico e muscular que certamente prejudicará sua performance”, encerrou.



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