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Chefe da diplomacia americana alerta para presença russa e chinesa na América Latina

Nos próximos seis dias, RexTillerson vai para o México, Argentina, Peru, Colômbia e Jamaica. Na sexta-feira, se reunirá com o presidente mexicano Enrique Peña Nieto

Por O Dia

Rex Tillerson, chefe da diplomacia americana
Rex Tillerson, chefe da diplomacia americana -

Austin - O chefe da diplomacia dos Estados Unidos chegou nesta quinta-feira ao México, no início de uma visita à América Latina, região à qual alertou para a "crescente" e "alarmante" presença de China e da Rússia. Na sexta-feira, Rex Tillerson se reunirá com o presidente Enrique Peña Nieto e o chanceler Luis Videgaray.

Ainda em Austin, no Texas, antes de embarcar para o México, Tillerson promoveu um enfoque de crescimento econômico, segurança e democracia para as Américas, em contraste com a Venezuela "corrupta e hostil".

Em um discurso na Universidade do Texas advertiu sobre o desembarque de China e Rússia na região e convocou os governos a cooperarem mais com os Estados Unidos. "A América Latina não precisa de novos poderes imperiais que só buscam beneficiar seu próprio povo", afirmou.

 

Nos próximos seis dias, Tillerson vai para o México, Argentina, Peru, Colômbia e Jamaica. Ele lembrou que "os governos que prestem contas ao seu povo também asseguram sua soberania frente a possíveis predadores. Com os Estados Unidos têm um sócio multinacional, um que beneficia os dois lados", enfatizou.

Venezuela e Cuba: 'priorizar' democracia 

No discurso, também, foi destacado a crise econômica e política na Venezuela, uma das principais preocupações dos Estados Unidos na América Latina. "O regime corrupto e hostil de Nicolás Maduro na Venezuela se agarra a um sonho irreal, uma visão da região que decepcionou seu povo", disse Tillerson.

Sob a presidência de Maduro, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo enfrenta a queda de sua economia, em meio à escassez de remédios e alimentos, uma grande instabilidade política e um êxodo constante de venezuelanos buscando um futuro melhor.

Tillerson lembrou as sanções a Caracas impostas por Estados Unidos, Canadá e União Europeia, e pediu à América do Sul que se some em seu rechaço a Maduro. 

Em seu primeiro ano de governo, além de lutar contra Maduro, Trump esfriou a aproximação com Cuba, iniciada por seu antecessor, Barack Obama. "O futuro de nossa relação depende de Cuba. Os Estados Unidos seguirão apoiando o povo cubano em sua luta por liberdade", declarou Tillerson.

Crime organizado, 'a ameaça mais imediata'

Horas antes de sua chegada à Cidade do México, onde debaterá sobre segurança e imigração com funcionários de alto escalão, o chefe da diplomacia advertiu sobre a necessidade de lutar contra os violentos cartéis de drogas.

Sobre a Colômbia, um dos principais sócios dos Estados Unidos na região, mas também origem de 92% da cocaína apreendida no país, ainda reiterou o apoio aos esforços de pacificação com as guerrilhas comunistas, mas disse que "os desafios persistem".

Para muitos, nada simboliza melhor a postura atual dos Estados Unidos com os países ao sul que a determinação protecionista de Trump de levantar um muro na fronteira com o México, com o qual pretende frear a imigração ilegal e o tráfico de drogas.

Mas Tillerson, que muitas vezes deve explicar que o lema de Trump "Estados Unidos primeiro" não significa "Estados Unidos sozinho", quer promover um enfoque mais positivo das relações com seus vizinhos da América Latina e do Caribe.

 

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