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Flórida aprova lei que permite armar professores

Estado norte-americano foi vítima de massacre em uma escola de Parkland, onde 17 estudantes foram mortos

Por AFP

Estados Unidos
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Estados Unidos - O governador da Flórida, Rick Scott, assinou nesta sexta-feira a "lei de segurança pública", que restringe o acesso às armas e propõe armar alguns professores. A medida é apoiada por familiares das vítimas do ataque a tiros em uma escola de Parkland no dia 15 de fevereiro, que deixou 17 mortos.

Até então, não estava claro se o governador assinaria a medida aprovada na quarta-feira pelos legisladores da Flórida, após quase três semanas de discussões emotivas.

A lei 7026 eleva de 18 para 21 anos a idade mínima para comprar armas, proíbe os "bump stocks" (dispositivos que permitem armas semiautomáticas disparar rajadas) e destina 400 milhões de dólares para melhorar a segurança nas escolas e tratamentos de saúde mental.

Também inclui um "programa de vigilantes" voluntários, que permite armar funcionários civis das escolas, exceto professores que trabalhem nas salas de aula e não tenham experiência militar ou policial.

Pedido de adesão

O governador, que havia manifestado seu apoio às restrições ao acesso às armas e ao programa de saúde mental, demonstrou repetidamente que não apoiava particularmente o "programa dos vigilantes" que a lei contém.

No entanto, destacou que os membros das delegacias policiais e das juntas escolares, que irão decidir se as escolas em suas jurisdições poderão ter equipes civis armadas, são escolhidos pelos eleitores. "Meu foco está na aplicação da lei, eles são treinados para isso", disse. "Acho que os professores deveriam ensinar", completou.

Scott destacou que o programa de vigilantes é voluntário. "Os comissários têm que se inscrever; as juntas escolares têm que se inscrever; e nenhum indivíduo será forçado a participar".

Fuzis semiautomáticos liberados

A lei 7026 não proíbe a compra e venda de fuzis semiautomáticos, como o AR-15 usado por Nikolas Cruz para o massacre na escola de Parkland. Ela também não limita a compra e venda de carregadores de alta capacidade. "Ao invés de proibir armas específicas, temos que proibir pessoas específicas de comprar armas", afirmou Scott.

O debate sobre o controle de armas foi promovido pelos estudantes de Parkland, que lançaram, um dia depois do ataque, o movimento #NeverAgain para exigir que os políticos enfrentem o problema dos ataques a tiros em massa.

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