Para Netanyahu, decisão de Bolsonaro sobre embaixada em Jerusalém é 'histórica'

Presidente eleito confirmou que vai transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para a capital de Israel

Por AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu -

Isarael - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, qualificou, nesta quinta-feira, de "histórica" a decisão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de deslocar a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

"Felicitei meu amigo e presidente eleito do Brasil Jair Bolsonaro por sua intenção de deslocar a embaixada brasileira para Jerusalém, um passo histórico, justo e animador", declarou Netanyahu, em um comunicado.

Bolsonaro garantiu, nesta quinta-feira, que pretende concretizar sua promessa de campanha: "Como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos", informou.

Controversa decisão

O Brasil pode se tornar, assim, o segundo maior país do mundo, depois dos Estados Unidos, a tomar essa controversa decisão.

O presidente americano, Donald Trump, rompeu em dezembro de 2017 com décadas de diplomacia ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel e anunciar a transferência da embaixada.

Em resposta, o presidente palestino, Mahmud Abbas, rompeu todas as relações com o governo Trump.

Depois dos Estados Unidos, Guatemala e Paraguai mudaram sua embaixada, embora o governo paraguaio tenha voltado atrás na decisão, retornando com sua missão diplomática para Tel Aviv.

Disputa na região

Israel ocupa desde 1967, militarmente, a Cisjordânia, território palestino, assim como Jerusalém Oriental, a parte palestina da Cidade Santa, que anexou. Esta anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.

O Estado israelense considera toda a cidade de Jerusalém como sua capital, enquanto os palestinos desejam que Jerusalém Oriental se torne capital de seu futuro Estado.

Para a comunidade internacional, o estatuto da Cidade Santa tem que ser negociada entre as duas partes.

Últimas de Mundo & Ciência