Obra mais cara de Leonardo da Vinci está desaparecida

Quadro foi comprado em 2017 por alguém próximo do príncipe MBS, da Arábia Saudita, e foi anunciada para exposição no museu Louvre Abu Dhabi. No entanto, exposição nunca aconteceu e não se sabe paradeiro da obra

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Exposição da obra era aguardada pelo circuito de arte para marcar os 500 anos da morte de Leonardo da Vinci, em maio de 2019
Exposição da obra era aguardada pelo circuito de arte para marcar os 500 anos da morte de Leonardo da Vinci, em maio de 2019 -

Abu Dhabi - Cerca de um mês após o histórico leilão em que o quadro Salvator Mundi, atribuído a Leonardo da Vinci, mas cuja autoria permanece em discussão, foi arrematado anonimamente por US$ 450 milhões, em novembro de 2017, o museu Louvre Abu Dhabi anunciou que havia adquirido a obra para exposição, sem entrar em detalhes se a transação havia sido um empréstimo, doação ou venda. No entanto, a mostra, marcada para setembro de 2018, não ocorreu, e não se sabe o paradeiro da obra.

Apesar da polêmica em torno da autenticidade - há debate se Salvator Mundi, que data de cerca de 1500, foi pintado pelo próprio Leonardo ou por um de seus aprendizes -, a tela se tornou a peça de arte mais cara da história.

O jornal The New York Times apurou que os funcionários do Louvre Abu Dhabi não sabem onde a pintura estaria, e que o Louvre de Paris também não conseguiu localizar Salvator Mundi, de acordo com fontes anônimas.

O comprador da obra em 2017, soube-se mais tarde, era alguém próximo ou um possível representante do governante da Arábia Saudita, o príncipe Mohammed bin Salman.

A exposição da obra, marcada para setembro de 2018 e cancelada sem explicações, era aguardada pelo circuito de arte para marcar os 500 anos da morte de Leonardo da Vinci, em maio de 2019.

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