Joe Biden e Kamala Harris assumem como presidente e vice-presidente dos EUA, nesta quarta-feira, dia 20  - AFP
Joe Biden e Kamala Harris assumem como presidente e vice-presidente dos EUA, nesta quarta-feira, dia 20 AFP
Por O Dia
EUA - Joe Biden tomou posse, nesta quarta-feira, dia 20, como 46º presidente dos Estados Unidos, e Kamala Harris assumiu como a primeira mulher vice-presidente do país estadunidense, também como primeira negra e de descendência asiática. Biden fez um apelo emocionado à "unidade" em uma cerimônia marcada pela pandemia e pela ausência de seu antecessor Donald Trump, que deixou Washington algumas horas antes para a Flórida. Apenas o seu vice-presidente, Mike Pence, acompanhou a posse. A cerimônia ocorreu meia-dia, horário local, e 14h em Brasília.
Publicidade

"Hoje é um dia de história e esperança. Hoje é o dia da democracia", disse Biden em seu discurso de posse, no qual pediu a "unidade" do país e prometeu ser o presidente de todos os americanos.
Já Kamala, de 56 anos, foi empossada prestando juramento com uma mão na Bíblia diante da juíza da Suprema Corte Gloria Sotomayo.

Trump deixou Washington três horas antes da posse de Biden, rompendo uma tradição de mais de 150 anos, mas o vice-presidente Mike Pence está presente na cerimônia.
Publicidade
Na cerimônia de posse, o agora presidente fez um minuto de silêncio e alerta afirmando que o EUA ainda enfrentará a fase mais mortal da pandemia do coronavírus. O país já soma mais de 400 mil mortos provocados pela covid-19. 
Na posse, cantoras como Lady Gaga e Jennifer Lopez fizeram apresentações musicais. A primeira foi a responsável por cantar o hino nacional dos Estados Unidos. O evento contou com a presença de autoridades dos três poderes de governo e de três ex-presidentes: Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, acompanhados de seus esposas.
Publicidade
Os dois agora se preparam para uma caminhada ao redor do Capitólio - desta vez sem a tradicional participação de apoiadores, por conta da pandemia - junto a membros do exército, em um gesto que celebra a transição de poder, nos ritos do país.
A dupla empossada deve chegar à Casa Branca, pela primeira vez como líderes, por volta das 17h15 de Brasília, segundo a equipe de comunicação do democrata, com escolta policial.
Publicidade
DECRETOS
Biden prometeu assinar ordens executivas nesta quarta-feira, no dia da sua posse. Entre elas, questões ligadas à pandemia do coronavírus, mudanças climáticas e a injustiça racial. 

O novo chefe de gabinete, Ron Klain, em um comunicado, disse que que Biden assinará uma série de decretos depois de assumir o cargo na quarta-feira. "Todas essas crises exigem ação urgente. Em seus primeiros dez dias de mandato, o presidente eleito Biden tomará medidas decisivas para enfrentar essas quatro crises, prevenir outros danos urgentes e irreversíveis e restaurar o lugar da América no mundo", disse novo chefe de gabinete, Ron Klain.

Biden revelou, na semana passada, planos para arrecadar 1,9 trilhão de dólares para impulsionar a economia por meio de novos pagamentos de estímulo e outras ajudas, e disse que planeja acelerar os esforços para distribuir a vacina contra a covid-19 em todo o país.

Conforme prometido anteriormente, entre os decretos que serão assinados em seu primeiro dia estão um plano para os EUA retornarem ao acordo climático de Paris e outro para reverter a proibição, estabelecida por Trump, da entrada de pessoas de certos países de maioria muçulmana no país, de acordo com a nota de Klain.

"O presidente eleito Biden tomará medidas, não apenas para reverter os danos mais graves da administração Trump, mas também para começar a fazer nosso país avançar", declarou Klain.

E enquanto enfrenta todos esses desafios, Biden tenta manter o foco do Congresso em sua agenda e evitar a distração do julgamento de Trump no Senado após seu histórico segundo impeachment, desta vez por instigar o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio por seus apoiadores em plena sessão de certificação da vitória eleitoral de Biden.

O democrata sugeriu que o Senado divida seu tempo a cada dia entre o julgamento e a realização de audiências para confirmar as escolhas de seu gabinete.
Publicidade
*Com informações do Estadão Conteúdo e de AFP