Rainha Elizabeth
Rainha ElizabethBUCKINGHAM PALACE / AFP
Por AFP
Um primo da Rainha Elizabeth II, o príncipe Michael de Kent, afirma estar disposto a usar sua influência para facilitar o acesso dos investidores ao ambiente do presidente russo Vladimir Putin, apesar das atuais relações terríveis entre Moscou e Londres, de acordo com uma reportagem investigativa publicada neste domingo (9) pelo The Sunday Times, e produzida com o Channel 4.
Durante uma reunião, filmada com uma câmera escondida, o príncipe Michael de Kent, de 78 anos, ofereceu seus serviços de representação por 10.000 libras por dia (11.500 euros), acrescentando que poderia gravar um discurso de apoio a esta iniciativa em sua casa, diretamente do Palácio de Kensington, também residência do Príncipe William, pelo valor de 200.000 dólares (cerca de 164.000 euros).
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Presente na ocasião, seu sócio comercial, Simon Reading, destacou o papel do príncipe de Kent como um "embaixador não-oficial de Sua Majestade na Rússia", apresentando-o como um "amigo da Rússia", segundo o Sunday Times.
Ele afirmou que suas relações com Putin não foram afetadas pelas tensões com Moscou porque "supera a turbulência política".
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Segundo a mesma fonte, Reading já havia aproveitado uma recepção no Palácio de Kensington, em 2013, na presença do príncipe, para efetivamente se aproximar do Kremlin.
O príncipe Michael de Kent foi condecorado com a Ordem da Amizade, em 2009, pelo então presidente Dmitry Medvedev, quando Putin era primeiro-ministro.
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Citados pela agência britânica PA, o gabinete do príncipe Michael afirmou que ele não teve nenhum contato com Putin desde uma reunião em 2013. Ressalta que Simon Reading é "um bom amigo que, com o propósito de ajudar, deu sugestões que o príncipe Michael também não desejaria ou poderia executar".
O príncipe não é considerado um membro ativo da família real e não é remunerado pela Coroa. Ele ganha a vida com atividades de consultoria.
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No entanto, essas revelações são constrangedoras em um momento em que as relações entre Londres e Moscou estão no seu pior momento, afetadas por uma série de crises, desde o envenenamento do ex-espião Alexander Litvinenko em 2006, em Londres, ao de seu colega Sergei Skripal, em 2018, passando por muitas divergências diplomáticas.