George Floyd foi morto asfixiado pelo policial Derek Chauvin em Minnesota, nos Estados Unidos
George Floyd foi morto asfixiado pelo policial Derek Chauvin em Minnesota, nos Estados UnidosReprodução Facebook
Por AFP
Um juiz americano adiou nesta quinta-feira para 2022 o julgamento de três ex-policiais de Minneapolis acusados pelo assassinato de George Floyd, para deixar que o processo federal contra os mesmos prossiga primeiro.
Em abril, o ex-agente Derek Chauvin, 45, foi declarado culpado pelo assassinato de Floyd, ocorrido no ano passado, um caso que gerou uma reflexão nacional sobre a injustiça racial e a brutalidade da polícia. Três antigos colegas de trabalho de Chauvin - Tou Thao, 35, J. Alexander Kueng, 27 e Thomas Lane, 38 - que participaram da detenção de Floyd, que levou à morte do mesmo, seriam julgados a partir de agosto por cumplicidade, mas um grande júri federal acusou na semana passada os quatro homens de crimes contra os direitos civis relacionados ao caso.
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A acusação federal culpa os ex-agentes por terem privado Floyd do direito constitucional "de não ser submetido ao uso irracional da força" pela polícia, entre outras acusações. Em audiência processual realizada hoje, o juiz Peter Cahill declarou que as acusações federais eram "muito maiores" e que fazia "mais sentido que o caso federal caminhasse primeiro", adiando o início do julgamento dos ex-policiais para março de 2022.
Os Estados Unidos permitem o duplo julgamento nos níveis estadual e federal, o que, no entanto, é raro, o que mostra a importância do caso, que gerou uma onda de manifestações nacionais no último verão americano.