Primeiro-ministro britânico, Boris JohnsonAFP

Londres - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu mais pressão sobre o governo do presidente Vladimir Putin pela invasão da Ucrânia, com medidas como impedir que a Rússia utilize suas reservas de ouro. "Temos que fazer mais e temos que fazer mais economicamente", disse Johnson à rádio LBC antes de participar em uma reunião extraordinária da Otan em Bruxelas, um mês depois do início da guerra.

"Podemos fazer mais para impedir que utilize suas reservas de ouro, além das reservas cambiais?", perguntou, em referência a Vladimir Putin.

Parte das reservas cambiais do Banco Central russo no exterior foram congeladas pelos países ocidentais. Mas a Rússia tem grandes reservas de ouro para enfrentar as sanções econômicas.

Após uma onda de sanções ocidentais contra os interesses russos, "minha mensagem para a Otan hoje é que existe uma maneira de o mundo continuar aumentando a pressão sobre Putin", disse Johnson.
Sanções
O governo do reino Unido anunciou nesta quinta-feira uma nova série de sanções contra 59 pessoas e empresas russas e seis bielorrussas, devido à invasão da Ucrânia.

Entre as empresas afetadas estão a gigante russa dos diamantes Alrosa e o grupo privado de serviços militares Wagner.

Entre as personalidades atingidas pelas novas sanções estão o fundador do Tinkoff Bank, Oleg Tinkov; o CEO do maior banco russo, o Sberbank, Guerman Gref; e Polina Kovaleva, filha da suposta amante do ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

Na semana passada, o governo britânico já havia ampliado as sanções contra a Rússia, que agora afetam 935 indivíduos e 70 empresas. Também adotou tarifas punitivas contra produtos como a vodca e a proibiu a exportação de produtos de luxo.