"Não acho que haja um plano pronto nos Estados Unidos" para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, declarou nesta sexta-feira (14) o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em coletiva de imprensa nos arredores da Conferência de Segurança de Munique. Ele afirmou ter conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, e se mostrou disposto a organizar negociações de paz com os russos "a qualquer momento".
Zelensky destacou ainda que está "pronto para qualquer construção para parar" o presidente da Rússia, Vladimir Putin, mas revelou que ainda não teve qualquer reunião com autoridades russas e que as conversas só devem ocorrer após alinhar posições com aliados. "Estamos abertos, mas queremos agir de acordo com o direito internacional e de acordo com a prevenção de futuros medos para o mundo inteiro", afirmou.
O presidente ucraniano acusou Putin de estar preparando uma guerra contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com suposto início em 2026, reiterando alegações feitas na quinta-feira de que o presidente russo não pretende alcançar a paz de fato na região.
Segundo o SkyNews, Zelesnky também defendeu durante a coletiva que governos da Europa devem se unir sobre a questão da Ucrânia para se protegerem. O presidente ucraniano disse que o apoio é cada vez mais urgente, conforme as ofensivas da Rússia no campo de batalha aumentam. De acordo com ele, mais de 3 mil soldados norte-coreanos podem ser enviados para a linha de frente na região de Kursk.
Zelensky afirmou ainda que o país precisa de um exército de mais de 1 milhão de soldados com armas modernas para se proteger, caso sua adesão à Otan não seja aprovada.
Zelensky se encontrará com Trump e Putin para acabar com a guerra
O presidente da Ucrânia anunciou que irá se reunir pessoalmente com Putin e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para negociações de paz e para "acabar com a guerra de uma vez". Ele, no entanto, não forneceu um prazo para que o encontro aconteça.
Durante um painel na Conferência de Segurança de Munique, Zelenski afirmou que a única razão para sentar à mesa com Putin seria discutir um acordo de paz duradoura para o povo ucraniano.
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