Zelensky e Trump se reuniram nesta sexta-feira (28) para abordar resolução do conflito na guerra entre Rússia e UcrâniaAFP
"Histórico", considerou Kirill Dmitriev, gestor do Fundo Russo de Investimento Direto e um dos negociadores russos nas conversas russo-americanas de 18 de fevereiro na Arábia Saudita.
"Sua dignidade honra a coragem do povo ucraniano. Seja forte, seja valente, seja intrépido. Você nunca estará sozinho, querido presidente Zelensky", escreveram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
"Ucrânia, a Espanha está com você", escreveu o presidente de governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, na rede social X, após o bate-boca acalorado.
"Existe um agressor que é a Rússia. Existe um povo agredido que é a Ucrânia", declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, durante visita a Portugal.
"Ninguém deseja mais a paz que os cidadãos da Ucrânia! Por isso buscamos juntos o caminho para uma paz duradoura e justa. A Ucrânia pode contar com a Alemanha e com a Europa", afirmou o chefe do governo alemão, Olaf Scholz, em comunicado.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que conversou tanto com Trump quanto com Zelensky. "Ele mantém um apoio inabalável à Ucrânia e faz tudo o que pode para encontrar o caminho para uma paz duradoura baseada na soberania e na segurança da Ucrânia", declarou uma porta-voz.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pediu a convocação "sem demora" de uma reunião de cúpula entre os Estados Unidos, a Europa e seus aliados sobre a Ucrânia. O objetivo é "discutir com franqueza como pretendemos abordar os grandes desafios atuais, a começar pela Ucrânia, que defendemos juntos nos últimos anos", manifestou.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, assegurou ao presidente ucraniano e a seus compatriotas que "não estão sozinhos" em mensagem publicada após o bate-boca entre Trump e Zelensky.
"O apoio da Holanda à Ucrânia continua intacto, principalmente agora", afirmou o primeiro-ministro Dick Schoof. "Queremos uma paz duradoura e o fim da guerra de agressão desencadeada pela Rússia."
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, agradeceu a Trump por ter defendido "corajosamente a paz". "Os homens fortes fazem a paz, os fracos fazem a guerra. Hoje, o presidente Donald Trump defendeu corajosamente a paz, embora, para muitos, isso seja difícil de digerir. Obrigado, sr. presidente."
"A paz sem garantias não é possível", considerou o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal. "O presidente Zelensky tem razão", acrescentou. "Um cessar-fogo sem garantias é o caminho para a ocupação russa de todo o continente europeu".
Outros países ocidentais também expressaram apoio a Kiev. O Canadá enfatizou que a Ucrânia luta por sua liberdade, mas também "pela nossa", e a Dinamarca disse ter orgulho "de apoiar a Ucrânia e o povo ucraniano".

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