Monte Lewotobi Laki-laki entra em erupçãoAFP

Dezenas de voos com pouso e decolagem na ilha turística de Bali, na Indonésia, foram cancelados nesta segunda-feira (7) após a erupção de um vulcão localizado a 800 quilômetros de distância, que provocou uma gigantesca coluna de cinzas.

Há algumas semanas havia sido registrada uma primeira erupção deste vulcão, que obrigou o cancelamento de vários voos.

O monte Lewotobi Laki-Laki, localizado na ilha de Flores, entrou em erupção às 11h05 (0h05 de Brasília), informou a agência de vulcanologia nacional.

"Ocorreu uma erupção do vulcão Lewotobi Laki-Laki (...) com a altura da coluna de cinzas observada atingindo aproximadamente 18.000 metros acima do cume", afirmou à agência em um comunicado.

A erupção forçou o cancelamento de 24 voos no aeroporto internacional de Bali, segundo o diretor-geral, Ahmad Syaugi Shahab.

O nível de atividade do vulcão é "muito elevado e são registradas erupções explosivas e tremores contínuos", declarou em um comunicado o chefe da agência de geologia, Muhammad Wafid.

Ele também pediu aos moradores que permaneçam a uma distância mínima de seis quilômetros do vulcão e utilizem máscaras de proteção contra as cinzas. Não há relatos de danos ou vítimas até o momento.

O monte Lewotobi Laki-Laki entrou em erupção várias vezes em novembro: nove pessoas morreram e milhares foram obrigadas a abandonar suas casas. Dezenas de voos internacionais para Bali foram cancelados.

O arquipélago da Indonésia registra atividade sísmica e vulcânica frequente por sua localização no "Círculo de Fogo" do Pacífico.
Morte de brasileira
A morte da publicitária Juliana Marins causou comoção nacional. A jovem de Niterói caiu em uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, no dia 21 de junho e foi localizada por turistas espanhóis, que passaram a monitorá-la por drone. As imagens feitas por eles mostraram a niteroiense sentada em uma área inclinada, aparentemente com dificuldade de se levantar e retornar.

Inicialmente, a Embaixada do Brasil em Jacarta, capital da Indonésia, repassou informações dando conta de que um montanhista havia chegado ao ponto onde estava Juliana cerca de 16 horas após o acidente, a estabilizado e lhe dado água e alimento. A situação, no entanto, nunca aconteceu.

Dois dias depois do acidente, socorristas voluntários conseguiram se aproximar do ponto onde a vítima se encontrava, mas tiveram que montar um acampamento no local ao anoitecer.
No dia 24, a morte foi confirmada e o corpo dela resgatado no dia seguinte. A autópsia realizada na Indonésia revelou que a morte aconteceu 20 minutos depois de um trauma provocado pela queda. Os ferimentos causaram danos a órgãos internos e hemorragia na cavidade torácica, além de fraturas pelo corpo.

Não havia sinais de hipotermia, pois não tinha ferimentos provocados pela condição, como lesões nas pontas dos dedos. Ao chegar ao Brasil, o corpo de Juliana passou por uma nova autópsia, no IML do Centro do Rio, que visa esclarecer a data e o horário exato da morte e apurar uma possível omissão de socorro por parte das autoridades locais da Indonésia.
O enterro da publicitária ocorreu na tarde desta sexta-feira (4) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
*Com informações da AFP