’Juliana era uma menina maravilhosa’, afirmou ManoelÉrica Martin / Agência O Dia
"Eu saí daqui pra trazer minha filha viva, mas infelizmente não consegui. Trata-se de descaso com a vida humana, de negligência, de precariedade dos serviços daquele país. Infelizmente, é um país turístico, mundialmente conhecido, que depende do turismo para sobreviver, que teria que ter mais estrutura, uma estrutura melhor para resgatar as pessoas, mas infelizmente não tem", lamentou.
O corpo de Juliana chegou ao Brasil na noite de terça-feira (1°) em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB). A cremação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio nesta quinta (3), porém, os pais só tiveram conhecimento pela manhã desta sexta (4) e por isso decidiram por seguir com o enterro. No dia anterior, a Polícia Civil realizou uma nova perícia e o laudo deve sair em até sete dias.
Para o pai, a palavra que mais define Juliana é a alegria. "Juliana era uma menina maravilhosa, o que fica de lembrança é a meiguice. Ela era muito meiga desde criança, ela tinha uma voz fininha, parecia de criança, um sorriso, aquele das fotos era espontâneo, quando ela acordava de manhã a primeira coisa que ela dizia era: 'Oi papai e oi mami' e quando aconteciam uns estresses normais de pais e filhos, não durava muito. Juliana era uma menina muito doce", contou.
Segundo Manoel, a saudade já bate forte no peito. "Vindo para cá, eu falei pra mãe dela: 'Eu já estou com muita saudade, será que algum dia essa saudade vai diminuir? Eu não sei'. Ela não está presente fisicamente, mas certamente espiritualmente está, e principalmente no coração da gente. O que aconteceu com ela foi uma estupidez tremenda. Ela tinha uma vontade de viver e viver intensamente", lamentou.
Quem é Juliana Marins?
Moradora de Niterói e apaixonada por viagens, a publicitária Juliana Marins estava há cinco meses fazendo um "mochilão" pela Ásia.
No dia 29 de março, a jovem postou fotos de uma viagem pela Filipinas. Na ocasião, ela escreveu que haviam se passado 36 dias que tinha deixado o Brasil sozinha para viver o sonho. As imagens mostram Juliana e seus amigos, os quais conheceu durante o passeio, em diversos pontos turísticos do país.
A publicitária também compartilhava nas redes sociais imagens dançando e praticando pole dance. Sempre sorridente, Juliana levava a vida, como ela mesmo postou: "devagar e sem muitos planos. Improvisando e deixando a vida acontecer."
Durante o acidente, Juliana estava conhecendo a Indonésia. A niteroiense fazia uma trilha, por meio da empresa de turismo Ryan Tour, pelo vulcão Rinjani, em Lombok, no momento em que caiu em uma ribanceira. Ela ficaria três dias na região.
Relembre o caso
Segundo o Parque Nacional do Monte Rinjani, as condições climáticas impediram o uso de helicóptero para o resgate, porém sete socorristas conseguiram se aproximar do ponto onde a vítima se encontrava. No entanto, eles tiveram que montar um acampamento no local ao anoitecer. Na terça (24), a morte foi confirmada.













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