Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky e o presidente da Russia, Vladimir PutinAFP

O Exército russo reivindicou, nesta segunda-feira (7), a tomada de uma localidade na região ucraniana de Dnipropetrovsk, a primeira vez que Moscou anuncia um avanço de suas tropas nesta região do centro-leste da Ucrânia desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
"A localidade de Dachne, na região de Dnipropetrovsk, foi liberada", anunciou o Exército russo em um comunicado.
No momento, a Ucrânia nega um avanço das tropas russas em Dnipropetrovsk. O Exército ucraniano afirmou nesta segunda-feira, algumas horas antes, que suas tropas conseguiram impedir uma ofensiva russa em uma área próxima a Dachne.
A entrada das forças russas nesta região ucraniana representaria um revés simbólico para as tropas ucranianas, que lutam com dificuldades devido à falta de soldados e de armamento.
Além disso, um avanço dos russos pode ter um valor estratégico para as negociações destinadas a resolver o conflito, que se encontram estagnadas há várias semanas.
A Rússia exige que a Ucrânia ceda quatro regiões, além da Crimeia anexada em 2014, e que desista do processo de adesão à Otan, condições inaceitáveis para Kiev, que exige a retirada das tropas russas de seu território.
Antes do conflito, quase três milhões de pessoas viviam na região de Dnipropetrovsk e um milhão na capital regional Dnipro, que é um alvo frequente dos bombardeios russos.
Diante do avanço das tropas russas nas regiões de Donetsk e Luhansk, leste do país, muitos ucranianos buscaram refúgio em Dnipropetrovsk.
No restante da Ucrânia, os bombardeios russos com drones e artilharia deixaram pelo menos quatro mortos e dezenas de feridos nesta segunda-feira, informaram as autoridades locais.
"A defesa aérea continua sendo a prioridade máxima para salvar vidas", declarou o presidente Volodymyr Zelensky nas redes sociais após a série de ataques, no momento em que aumenta a preocupação sobre a continuidade da ajuda militar dos Estados Unidos. 
Zelensky destacou que o país conta com os aliados para que "cumpram plenamente o que foi acordado".
A Força Aérea ucraniana informou que a Rússia lançou 101 drones e quatro mísseis, e que 75 dispositivos foram derrubados.