Claudia Cardinale estrelou filmes como 'O Leoparto, 'Fellini 8 e meio' e 'Era uma vez no oeste'Reprodução de TV
Sua estreia aconteceu no filme 'Goha' (1958), mas a consagração veio logo depois, com produções que marcaram a história da sétima arte. Claudia brilhou em 'Rocco e Seus Irmãos' (1960), de Luchino Visconti, e conquistou o público internacional em 'O Leopardo' (1963), no qual contracenou com Burt Lancaster e Alain Delon. No mesmo ano, trabalhou com Federico Fellini em '8 e meio', um dos marcos do cinema moderno. Em Hollywood, participou de sucessos como 'A Pantera Cor-de-Rosa' (1963) e, mais tarde, do faroeste 'Era uma Vez no Oeste' (1968), do diretor Sergio Leone, que a consolidou como estrela mundial.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Cardinale acumulou prêmios e homenagens em festivais de cinema da Europa e dos Estados Unidos, tornando-se referência de elegância, talento e independência. Defensora da autonomia feminina, costumava dizer que nunca aceitou ser apenas um rosto bonito e escolheu papéis que valorizassem personagens complexas. Mesmo após o auge nos anos 1960 e 1970, seguiu atuando em filmes, televisão e teatro, mantendo-se ativa e admirada por diferentes gerações de cinéfilos.
Discreta sobre a vida pessoal, Claudia Cardinale sempre preferiu falar de sua arte e de suas convicções. Sua morte encerra um capítulo fundamental do cinema europeu e mundial. Ícone de beleza e força, ela deixa uma filmografia que atravessa fronteiras e décadas, permanecendo como um dos nomes mais importantes da história do cinema.

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