Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, diz ser contra a presença de mulheres em combates terrestresAFP
Pentágono revisa capacidade das mulheres para funções de combate
Secretária de imprensa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirma que 'padrões não vão ser alterados para satisfazer cotas ou pautas ideológica'
Pentágono realiza uma revisão da eficácia das mulheres nas funções de combate terrestre, informou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos nesta terça-feira (6).
Antes de chegar ao cargo de secretário de Defesa, Pete Hegseth mostrou-se contrário às chamadas políticas "woke" (progressistas), destinadas a promover a igualdade de oportunidades das minorias e a possibilidade das militares desempenharem funções de combate.
A revisão é realizada neste momento pelo Instituto de Análise de Defesa, uma organização sem fins lucrativos, com o objetivo de "garantir que se cumpram as normas e que os Estados Unidos mantenham o Exército mais letal", declarou a secretária de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, em comunicado.
"Nossos padrões para os postos militares de combate serão de elite, uniformes e neutros quanto ao sexo, porque o peso de uma mochila ou de um ser humano não faz distinção entre homens e mulheres", afirmou Wilson.
O Pentágono "não comprometerá os padrões para satisfazer cotas ou pautas ideológica", acrescentou.
A rede NPR, que obteve um memorando do Pentágono sobre o tema, informou que foi solicitado aos líderes do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais que proporcionassem dados sobre a preparação, o treinamento e a performance dos militares.
Antes de sua nomeação como secretário de Defesa, Hegseth disse durante um episódio do podcast "Shawn Ryan Show" que se opunha à presença de mulheres em funções de combate, mas não nas Forças Armadas em geral.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.