Governo de Donald Trump tem insistido em acusar a vítima de ser uma 'terrorista'AFP

O prefeito de Mineápolis pediu nesta sexta-feira (9) que seja autorizada a incorporação de funcionários estaduais à investigação federal sobre a morte de uma mulher americana baleada por um agente de imigração e acusou o governo de Washington de prejudicar o caso.
As autoridades do estado de Minnesota reclamaram que o governo federal excluiu seus funcionários da investigação sobre a morte dos tiros de Renee Nicole Good, ocorrida na quarta-feira.
O governo de Donald Trump tem insistido em acusar a vítima de ser uma “terrorista” e em afirmar que o agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, sigla em inglês) que atirou agiu em defesa legítima.
"Não é momento de burlar as normas. É momento de cumprir a lei... O fato de que o Departamento de Justiça de Pam Bondi e esta administração presidencial já chegaram a uma conclusão sobre esses fatos é muito preocupante", declarou o prefeito de Mineápolis, o democrata Jacob Frey, em uma coletiva de imprensa na sexta-feira.
“Sabemos que eles já determinaram grande parte da investigação”, disse, acrescentando que o Departamento de Apreensão Criminal do estado de Minnesota geralmente conduz esse tipo de investigação.
“Por que não os incluímos no processo?”, questionou Frey. “Nem sequer estamos falando de controle total. Estamos falando de estar presentes à mesa”, acrescentou.
Good, de 37 anos, levou um tiro na cabeça ao tentar se afastar de um grupo de agentes do ICE, que alegou que a vítima bloqueou a passagem deles com seu veículo.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o agente do ICE, identificado pela mídia local como Jonathan Ross, tem “imunidade absoluta”.
As autoridades de Minnesota declararam que o FBI inicialmente chamou os investigadores locais para participar da investigação, mas isso posteriormente os impediu de fazê-lo.
A morte de Good é a quarta causada por agentes migratórios desde que Trump lançou sua campanha de repressão à imigração. Outras sete pessoas responderam, informou The Trace, um veículo de comunicação que acompanha a violência com armas de fogo.