Trump teme ter que dar reembolsos e compensações a países e empresas investidoras nos EUA AFP
Em uma publicação em sua plataforma, Truth Social, Trump disse que os Estados Unidos precisariam reembolsar centenas de bilhões de dólares se a alta corte do país decidir contra a principal política econômica do seu governo.
"E isso sem contar a quantidade de países e empresas que exigiriam 'compensação' pelos investimentos que estão fazendo na construção, em fábricas e equipamentos para evitar o pagamento de tarifas aduaneiras", destacou.
"Se somarmos esses investimentos, estaríamos falando em trilhões de dólares! Seria um caos total, e quase impossível de pagar para o nosso país", afirmou. "Em outras palavras, se a Suprema Corte decidir contra os Estados Unidos neste assunto de segurança nacional, ESTAREMOS FERRADOS!", sentenciou Trump.
A Suprema Corte deve se manifestar nesta quarta-feira, e o caso das tarifas, discutido em novembro, pode estar entre suas decisões anunciadas.
Durante as audiências orais sobre o caso, os juízes se mostraram céticos sobre o uso que Trump fez dos poderes emergenciais para impor tarifas aduaneiras a quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, assim como encargos a México, Canadá e China por sua suposta participação no tráfico de drogas.
Vários dos seis juízes conservadores, juntamente com os três progressistas, questionaram se a Lei de Poderes Econômicos de Emergência (IEEPA, sigla em inglês), invocada por Trump, dá a ele autoridade para impor tarifas.
A decisão da Suprema Corte não afeta as tarifas setoriais que Trump impôs separadamente, inclusive sobre o aço, o alumínio e os automóveis.
Trump aumentou a carga tributária efetiva média dos Estados Unidos ao seu nível mais alto desde a década de 1930, e advertiu várias vezes sobre uma catástrofe se as tarifas forem canceladas.
"Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará tarifas de 25% por qualquer negócio que realize com os Estados Unidos. Esta ordem é definitiva e conclusiva", disse Trump em sua rede, Truth Social.
Os principais parceiros comerciais do Irã são China, Turquia, Emirados Árabes e Iraque, segundo a base de dados econômicos Trading Economics.
Trump ameaçou neste fim de semana fazer uma intervenção militar no Irã devido à repressão aos protestos, em que o número de mortos aumentou, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.
"Os ataques aéreos seriam uma das muitas opções sobre a mesa para o comandante-chefe", indicou hoje a porta-voz da Casa Branca, que ressaltou que o Irã tem um canal diplomático aberto com Steve Witkoff, e que as falas de Teerã em privado é "bem diferente" do que em declarações públicas.

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