Trump também comentou as reações do mercado por conta da questão da GroenlândiaAFP

O presidente americano, Donald Trump, disse conhecer "muito bem" o presidente russo, Vladimir Putin, e que a guerra contra a Ucrânia não teria acontecido se ele fosse presidente em 2022, quando aconteceu a invasão russa. A declaração foi dada em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta quarta-feira, 21.

"Estou lidando com Putin e ele quer fazer um acordo sobre Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também quer, vou me encontrar com ele hoje", acrescentou, ao dizer que a Europa deveria trabalhar com Kiev, não Washington. "Ao acabar com guerra na Ucrânia, estarei ajudando a Europa e a Otan".

Groenlândia

Trump também comentou as reações do mercado por conta da questão da Groenlândia e disse que, por mais que as bolsas tenham "mergulhado" na terça-feira, 20, o mercado acionário dobrará em valorização.

Ainda sobre economia, ele destacou no discurso que os preços de hipotecas, aluguéis e parcelas de automóveis estão caindo nos EUA, bem como a queda de 90% nos preços dos medicamentos e, sobre política, mencionou que pessoas "em breve" serão processadas pela eleição de 2020, que foi fraudada, na avaliação dele. Ele também disse que o país fabricará armas ainda mais rápido diante novas regras de defesa.

Na ponta geopolítica, Trump disse que a Groenlândia tem "uma escolha" diante do pedido de aquisição americana. "Se disser 'não', nós lembraremos disso", ameaçou.
Europa
Trump afirmou "amar" a Europa e defendeu que quer ver os europeus "se dando bem", mas que o continente não está no caminho certo, na avaliação dele.

O comentário acontece diante de incertezas entre Washington e Bruxelas, após Trump ameaçar impor tarifas progressivas contra oito países europeus, diante das investidas americanas para a aquisição da Groenlândia, que pertence à Dinamarca. Segundo ele, certos lugares na Europa "já não são reconhecíveis".

No discurso, Trump, se vangloriou de feitos realizados em sua administração e afirmou que o objetivo da imposição de tarifas contra outros países era para que eles pagassem prejuízos causado aos EUA.

"Com tarifas, reduzimos déficit comercial americano, que era um dos maiores do mundo, sem causar inflação", disse, ao mencionar que as tarifas ajudaram a reduzir o déficit mensal dos EUA em 77%. Segundo ele, nações europeias, Japão e Coreia do Sul são parceiros americanos.

Dentre outras ações de seu segundo mandato, que completou um ano na terça-feira, 20, Trump exaltou a demissão de funcionários do governo e cortes em gastos federais, abertura de fábricas de aço e os avanços no setor de energia. De acordo com o republicano, a produção de gás natural liquefeito (GNL) "está nas máximas históricas", a produção de petróleo americano aumento 730 mil barris por dia, e o país "está com tudo" na energia nuclear. "Podemos ter energia nuclear a bons preços e de forma segura", disse. "Quando os EUA vão bem, os outros países acompanham", acrescentou.
Estados Unidos
O republicano se vangloriou de feitos realizados em sua administração. Ele afirmou ainda que o objetivo da imposição de tarifas contra outros países era para que eles pagassem prejuízos causado aos EUA.

"Com tarifas, reduzimos déficit comercial americano, que era um dos maiores do mundo, sem causar inflação", disse, ao mencionar que as tarifas ajudaram a reduzir o déficit mensal dos EUA em 77%.

Segundo ele, nações europeias, Japão e Coreia do Sul são parceiros norte-americanos.

Dentre outras ações de seu segundo mandato, que completou um ano na terça, Trump exaltou a demissão de funcionários do governo e cortes em gastos federais, abertura de fábricas de aço e os avanços no setor de energia.

De acordo com o republicano, a produção de gás natural liquefeito (GNL) "está nas máximas históricas", a produção de petróleo americano aumento 730 mil barris por dia, e o país "está com tudo" na energia nuclear. "Podemos ter energia nuclear a bons preços e de forma segura", disse. "Quando os EUA vão bem, os outros países acompanham", acrescentou.
*Com informações do Estadão Conteúdo