Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuelaafp
'É preciso saber pedir perdão', diz presidente interina da Venezuela após promulgar anistia
Medida deve beneficiar alvos do partido governante nos últimos 27 anos
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantiu nesta quinta-feira (19) que "é preciso saber pedir perdão" após sancionar a histórica lei de anistia, que o Parlamento aprovou momentos e deve se refletir na libertação absoluta de presos políticos.
“É preciso saber pedir perdão e também é preciso saber receber o perdão”, disse Delcy no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, constatou a AFP.
Delcy firmou o documento no palácio presidencial de Miraflores momentos depois de sua aprovação unânime no Parlamento. "Foi um ato de grandeza", atualmente.
A lei é uma iniciativa de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência de forma interna após a captura de Nicolás Maduro numa incursão militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro.
Segundo a ONG Foro Penal, 448 opositores foram postos em liberdade condicional desde 8 de janeiro, quando teve início um processo de soltura a conta-gotas. Ainda há 644 notas atrás das notas na Venezuela, contabilização da ONG.
Delcy pediu uma "revisão de casos não contemplados na lei de anistia" para "curar feridas, para reconduzir uma convivência democrática".
“Estamos abrindo novas alamedas para a política na Venezuela”, ressaltou.
A lei especifica 13 momentos-chave dos 27 anos de chavismo no poder, o resultado de árduas discussões fora do hemiciclo.
Vai desde o golpe de Estado ao popular e falecido presidente Hugo Chávez e a greve petrolífera de 2002, até os protestos contra a questionada reeleição de Maduro em 2024.
Seus críticos argumentaram que a anistia deveria abranger os 27 anos de chavismo sem discussões.
É uma lei para “que a Venezuela aprenda a conviver democrática e pacificamente”, considerando o presidente interina.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.