Donald Trump, presidente dos EUAAFP
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou o evento. "A pequena reunião de cúpula reacionária e neocolonial na Flórida, convocada pelos Estados Unidos com a participação de governos de direita da região, compromete-os a aceitar o uso letal da força militar americana para resolver problemas internos e garantir a ordem e tranquilidade de seus países, publicado no X.
Na reunião "é um atentado contra a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz", assinada em 2014 em Havana, "um ataque às aspirações de integração regional e uma manifestação da disposição de se submeter aos interesses do poderoso vizinho do norte sob os preceitos da Doutrina Monroe", acrescentou Díaz-Canel.
Trump informou que o governo comunista de Havana estava “negociando” com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e com ele próprio, sem dar detalhes.
As relações entre Washington e a ilha passaram por um novo período de turbulência nas últimas semanas. Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas, em janeiro, o governo dos Estados Unidos obteve do governo interino em Caracas a suspensão do fornecimento de petróleo a Cuba.
O bloqueio energético imposto de fato por Washington a Cuba, onde nenhum petroleiro entrou desde 9 de janeiro, agravou uma longa crise econômica e os apagões recorrentes enfrentados pela população.

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