Vladimir Putin, Donald Trump e Volodymyr Zelensky, presidentes da Rússia, Estados Unidos e Ucrânia, respectivamente AFP / AFP / AFP
EUA propõe negociações entre Ucrânia e Rússia na próxima semana, diz Zelensky
Duas rodadas anteriores de negociações trilaterais não conseguiram avançar no sentido de pôr fim ao pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial
Os Estados Unidos propuseram uma nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia na próxima semana, com o objetivo de tentar pôr fim à guerra que já dura quatro anos, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nesta terça-feira (10).
Duas rodadas anteriores de negociações trilaterais não conseguiram avançar no sentido de pôr fim ao pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, iniciado por Moscou em 2022.
Zelensky indicou, em uma mensagem de áudio enviada a jornalistas, incluindo a AFP, que as negociações — originalmente agendadas para a semana passada nos Emirados Árabes Unidos — foram adiadas para a próxima semana pelos Estados Unidos.
"É uma proposta norte-americana, mas, para ser honesto, vamos ver o que acontece no Oriente Médio", disse Zelensky a jornalistas, referindo-se à guerra que eclodiu há 11 dias, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.
Zelensky acrescentou que o encontro "poderia acontecer na Suíça ou na Turquia". Segundo Kiev, o presidente ucraniano conversou com seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, que se ofereceu para receber as negociações.
Ele também instou o Ocidente a não suspender as sanções contra a Rússia, incluindo as relacionadas ao petróleo russo, impostas por países ocidentais após a invasão da Ucrânia. Os preços da energia subiram devido à guerra no Oriente Médio.
"Como as sanções contra a Rússia podem ser suspensas se ela é o agressor? Isso significaria que é aceitável, e não apenas para eles", afirmou.
A União Europeia já havia manifestado sua oposição à suspensão das sanções ao petróleo russo para conter os preços da energia.
O presidente russo, Vladimir Putin, insiste que Moscou tomará o restante do leste da Ucrânia pela força se as negociações para pôr fim ao conflito fracassarem.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.