Navio foi batizado de 'Granma 2.0', em referência ao barco que levou Fidel de volta a Cuba em 1956Reprodução/Redes sociais
Navio com ajuda humanitária chega a Cuba em meio a crise e apagões
Flotilha conta com mais de 650 participantes de 33 países
Um navio com ajuda humanitária chegou a Havana nesta terça-feira (24) carregado com painéis solares, bicicletas, alimentos e remédios, em meio ao agravamento das crises econômica e energética em Cuba. A ilha enfrenta apagões, uma rede elétrica em colapso e um bloqueio energético dos Estados Unidos.
O ativista brasileiro Thiago Ávila, que desembarcou do navio batizado de "Granma 2.0", em referência ao barco que levou Fidel Castro de volta a Cuba em 1956, criticou o que chamou de "guerra econômica" e disse que as embarcações são "uma gota num oceano de necessidade", embora representem um gesto de solidariedade.
A flotilha "Our America Convoy to Cuba" conta com mais de 650 participantes de 33 países, que chegaram à ilha no fim de semana e foram recebidos pelo presidente Miguel Díaz-Canel. O embargo energético imposto pelo presidente Donald Trump no fim de janeiro, para pressionar pela mudança no modelo político cubano, aprofundou uma crise que já dura cinco anos, desde a pandemia e sanções anteriores. Cuba enfrenta falta de transporte, redução de jornadas, cancelamentos de voos e, sobretudo, apagões - incluindo dois cortes de energia em toda a ilha nos últimos dias
Trump e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disseram estar preparados para "tomar" a ilha. Autoridades de ambos os países reconheceram conversas, sem detalhar termos. O vice-ministro Argelio Abad Vigo afirmou que Cuba está há três meses sem receber diesel, óleo combustível, gasolina, querosene de aviação e gás natural. O país produz apenas 40% do combustível que necessita.
México, China, Brasil, Itália e ONGs dos EUA também enviaram ajuda.
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